Como eu sempre digo: Não sabe brincar, nem aparece no parquinho.
Como já aconteceu outras vezes, hoje no twitter é dia de #lingerieday, dia que a galera resolve ser engraçadinha e trocar seu avatar por fotos de lingerie. Ok, beleza, estamos em 2010, a twitcam já virou uma bagunça mesmo e isso nem faz mais diferença, certo? PÉEEEN. Errado.
Incrível como foi só dar meia-noite pra começar o mimimi de “isso é coisa de gente exibicionista”, “que ideia estúpida” e coisas do tipo. Ninguém é obrigado a participar, certo? Não existe nenhuma cláusula no uso do Twitter que diga “você está obrigado a participar de todas as bizarrices que aparecerem na sua timeline.” Só que acho que respeitar as pessoas que tiveram vontade e disposição pra participar da brincadeira nunca arrancou pedaço.
Tem gente que tem vergonha, não quer participar e tudo mais. COISA MAIS NORMAL DO MUNDO, não vou gostar menos de você por isso, mas nego me vir com “as mulheres lutaram anos pra ter direitos iguais e vocês fazem isso” é uma das coisas mais estúpidas que eu já ouvi, até porque, se as mulheres não tivessem direitos iguais, THERE´S NO WAY IN HELL que a mulherada ia poder entrar na brincadeira.
“Mas mimimi, é coisa de mulher burra”. Tá, agora além de você me ofender pessoalmente, não deve ter dado uma volta na timeline. Algumas das mulheres mais inteligentes que eu sigo no twitter tão lá, lindas e seguras aderindo à brincadeira. NÃO DISSE que quem não aderiu não é inteligente, não ponham palavras na minha boca. MUITAS das mulheres super inteligentes que eu conheço também não aderiram, por motivos que só cabem a elas. E até agora eu não senti meu cérebro definhando, tô na boa…
Tem ainda o povo que fica ressentido, porque a ideia não foi dele. “Isso é coisa do fulano, do beltrano”, mas na verdade taí, se roendo porque a ideia deu certo e ele não tem participação nisso. Coisa de gente com o ego do tamanho do Amazonas, só pode ser.
E o melhor mimimi de todos: “elas estão mostrando o corpo! Ó meus Deus, socorro!” Olha, até agora eu não vi nada que não tenha sido visto na praia, mas tudo bem.
Mais do que qualquer outra coisa, acho que o que falta pra quem fica tão ressentido com uma simples brincadeira é senso de humor e isso, infelizmente, ainda não se acha na padaria. Então assim: não quer brincar, não brinca, você tá no seu direito e eu gosto de você mesmo assim. Mas não venha querer tirar a bola da mão da criançada, 24 horas não vão matar ninguém.
E hoje, como muita gente sabe, é o dia do Rock. Desde cedo vários sites tem feito notas sobre o assunto e o Twitter está lotado de menções a rockeiros, músicas, vertentes do rock e óbvio, várias sugestões do que ouvir.
Pra não dizer que a data passou batida aqui no Fator, separei 5 rockeiros, que na minha humilde e leiga opinião, todo mundo que gosta de rock deveria ouvir pelo menos um pouquinho. OPINIÃO, beleza? Não sou especialista e não tô aqui pra dar uma de entendida.
5- Arctic Monkeys: Banda britânica considerada indie, chegou à fama graças a boa e velha distribuição de faixas pela internet.
Escolhi ‘Fluorescent Adolescent’:
4- Metallica: Não sou lá a maior fã de Heavy Metal da paróquia, mas tenho que admitir que os caras são bons. Nenhuma banda faz sucesso há 29 anos e sobrevive a um monte de coisas por nada.
Escolhi Enter Sandman
3- Nirvana: O grande símbolo do grunge e das camisas de flanela não poderia ficar fora da lista. Uma das bandas de maior sucesso da história, que acabou repentinamente com o suicídio do seu vocalista Kurt Cobain.
Obviamente escolhi o clássico Smells Like Teen Spirit.
2- The Doors: Rock dos anos 60, que muita gente afirma até hoje que foi a melhor época do estilo musical. O líder Jim Morrison faleceu em 1971, mas tem seus fãs fiéis até hoje, vendendo às vezes mais do que na época ativa da banda.
Escolhi o também clássico Light My Fire
1- Beatles: Eu sei que pôr os Beatles em primeiro é a coisa mais clichê do mundo, mas não tem outro lugar pra banda considerada a mais bem sucedida de todos os tempos. John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison mudaram a história da música, você gostando ou não.
Escolhi a animadinha Help!
Foi praticamente uma tortura escolher só 5 pra essa lista, que se eu pudesse teria uns 35 itens, com certeza. Eu sei que tem gente que vai concordar e tem gente que faria uma lista completamente diferente, afinal, rock bom é o que não falta.
Cá estou, deixando minha habitual gracinha de lado, pra falar de uma coisa bem séria, principalmente em tempos onde a informação corre mais rápido do que trem-bala: Plágio e o uso de material sem crédito. Eu reclamei disso numa conversa esses dias, e me apresentaram essa campanha do Treta, que já tem um tempão e a gente aqui no Fator aderiu com o maior prazer e você pode ver o banner ali do lado.
Existem milhões de sites e blogs por aí, não quero nem começar a fazer cálculos aqui, mas sim: milhões. Existe gente com muito talento, gente mais ou menos e gente que não escreve coisa com coisa, assim como tem pessoas boas ou ruins em qualquer outra área. Acontece que muita gente se aproveita dos bons textos que existem por aí, e os toma como se fossem seus. QUE FEIO.
Acho que eu falo por todo mundo que já teve um texto utilizado sem crédito, seja de blog, seja um tweet, seja um relatório de trabalho (eu já tive até pesquisa da faculdade plagiada, alô você!), que a sensação é de simplesmente ser roubado. Sim, porque a utilização de material alheio sem crédito ou referência é plágio, que pra quem não sabe, é crime. É como roubarem seu carro. É apropriação de algo que não é seu, da mesma forma que tomarem seu celular da sua mão e passarem a usar como próprio. Não vou citar nomes, até porque certeza que todo mundo vai entender, mas acontece muito de blogs menores terem seus textos surrupiados por blogs maiores (blogs maiores de gente sem noção, felizmente tem muito blog bacana por aí) que acham que por serem maiores, e estarem pegando textos de alguém “sem relevância”, vão passar ilesos e ninguém vai notar. Não é assim que a banda toca, pode ter certeza.
Dar crédito não dói. Não arranca pedaço. Não faz teu blog, site, twitter ou o raio que o parta menor. Faz melhor, pois você tem a consciência de que é importante respeitar a criatura que teve a idéia, que escreveu aquilo que você gostou tanto pra querer usar também. Não dar crédito é mesquinho, é pequeno; ninguém pode pensar em tudo, fazer os melhores textos o tempo inteiro. A não ser que você esteja planejando dominar a internet, o que eu espero que não seja o caso.
A gente entra na campanha e dá o exemplo. Sei que falo por mim e pelas meninas que escrevem comigo quando digo: A gente sempre dá credito. Mesmo quando o texto é inteiramente meu, mas uma outra pessoa me deu a sugestão da matéria, eu dou à ela o crédito pela idéia. Por ter chegado pra mim e dito “Luh, você poderia escrever sobre isso!” Não dói, não me arrancou nenhum pedaço, não levei 3 dias pra fazer isso e garanto que a pessoa que me deu a ideia ficou feliz. Eu ficaria.
Então fica aí a dica pra todo mundo: Fique à vontade pra utilizar material alheio. Mas crédito é bom, e todo mundo gosta.
Ok, eu sei que grandes discussões filosóficas não costumam ser nosso foco aqui, mas como tem a ver com cultura pop, e a sugestão veio de uma leitora nossa, achei bem válido fazer esse texto. Ontem, nossa leitora @Lady_Roxyanne veio no twitter pedir nossa opinião sobre a seguinte questão: Por que mulheres como a Shakira, se ganham um certo peso são consideradas gordas, e mulheres como as excelentíssimas mulheres fruta, tão conhecidas pelo Brasil, são consideradas gostosas?
Parei pra pensar, de verdade. Longe de mim querer ser a dona da verdade, ou fazer um estudo antropológico, até porque, esse não é meu papel aqui, mas eu tenho lá meu palpite. Levemos em consideração que as duas mulheres tomadas como exemplo fazem partes de culturas diferentes, por mais que vivamos em um mundo globalizado, etc etc… Sim, eu sei que a Shakira é colombiana e eu sei também onde fica a Colômbia, mas levem em conta que no atual estado das coisas, Shakira se enquadra no modelo norte-americano, pelo menos ao que diz respeito à forma física.
Brasil tem toda essa coisa da mulher com curvas e tal, enquanto outros países, principalmente Estados Unidos e adjacentes (tô phyna), têm esse modelo da mulher magra, sem peito, sem bunda, meio na vibe semi-anoréxica. Acho que esse é um dos grandes fatores, além da época cultural em que estamos, onde muita gente acha que pra uma mulher para ser atraente tem que ser esquálida, enquanto houve uma época, onde o modelo de beleza eram as mulheres gordinhas.
Eu, JAMAIS chamaria a Shakira de gorda, a não ser que ela ganhasse de fato MUITO peso. Da mesma forma, eu acho sim as mulheres fruta quase gordas, e não gostosas. Certeza que vai ter gente que vai dizer que acha a Shakira uma magrela sem graça e que as mulheres fruta são de fato gostosas. Sem falar que o modo com que as mulheres fruta se vestem e se comportam, contribui E MUITO pra uma imagem, mesmo que distorcida de “mulherão”. Imagem essa que construiu a fama delas. Põe a roupa e sobra o que? Nada. Além do mais, a imagem inicial que as pessoas tem dessas mulheres conta muito. Shakira sempre foi magra, óbvio que um aumento de peso vai ser notado, e a mídia, dramática do jeito que é, vai logo em cima. As mulheres fruta já vieram à público com essa forma física…um kg a mais, um kg a menos, what the hell.
E é aí que quero chegar: É tudo questão de gosto, de percepção, seja essa percepção individual ou coletiva, cultural. E no fim, tem gosto pra tudo, ninguém pode dizer que não gosta de nada. Pode?
Quem se apegou ao Twitter, REALMENTE se apegou. Sou viciada e conheço muita gente que também é, que passa o dia feliz à base de f5. É comum a gente se orgulhar de um ou outro tweet que postamos, lembrar de coisas surgidas por lá, levar assuntos comentados lá pra vida real ou até conhecer pessoas através do site. Assim, o Twitter vai registrando nossas vidas. As festas a que fomos, as provas que viramos a madrugada estudando, as bandas que ouvíamos em certa época… Sabe quando você descobriu que o Michael Jackson tinha morrido, acompanhou seu time ganhar o campeonato do ano passado ou comemorou o começo do namoro, tudo lá no site? Você pode ter tudo isso num livro – o TweetBookz.
TweetBookz é uma maneira de pegar os seus tweets e transformá-los em um livro. Cada página dele vem com um tweet, seguindo a ordem cronológica de postagem, e é tudo muito bonitinho. São quatro estilos a serem escolhidos, vindo seu avatar, bio e location na contracapa! Para ver como o seu livro ficaria, basta acessar o site e pôr seu username. Se você gamar e quiser tê-lo em mãos, vai descobrir o mais legal da idéia: você pode encomendar o seu livro de tweets, por 46 ou 28 reais, capa dura ou não, respectivamente.
Se você pensa que deve ser algo bem furreca, como eu pensava, está enganado. Se liga:
Cada livro tem capacidade pra 200 tweets, sendo que os organizadores já trabalham na flexibilização das opções, inclusive estéticas. Se você é um entusiasta do Twitter, com certeza já tá querendo um. Melhor, vai twittar sobre isso e verificar os retweets. Depois dar outro f5 e descobrir mais coisas legais… ah, o mundo mágico da hiper-interação.