“O” Destino Final
February 25, 2010 às 21:09
por: Fator46 | arquivado em: cinema, filmes, resenhas

Eu tinha uns 12 anos quando saiu o primeiro filme da saga Premonição, e foi amor à primeira vista, tanto pelo filme quanto pelo ator que fazia o protagonista Alex, Devon Sawa. Só sei que eu alugava o bendito toda semana, pedi o pôster na locadora e colei na porta do meu quarto, eu era alucinada pelo filme. O 2 e o 3 eu até curti, mas não tanto quanto o primeiro, porque let’s face it, são raríssimas as continuações que são tão boas/melhores do que o original, como eles são contrários a tecnologias como partypoker.com português e consoles de jogos que não melhoram com o tempo. E eis que 10 anos depois do primeiro, a saga chega ao quarto filme (e último?) e dessa vez com a tecnologia do momento, 3D, e eu fiz questão de ver.

Durante uma corrida de carros o jovem Nick O’Bannon tem um premonição. Assim que lhe é revelada, ele avisa com antecedência aos seus amigos que estão com ele, para que saiam do autódromo. O acidente acontece, e uma bola de fogo sai pelo portão de saída. Como todos os filmes da franquia Premonição, a morte vai segui-los, matando-os um a um, por intermédio da premonição de Nick.

Eu não vi o filme em 3D porque não tinha no horário e também só tinha dublado (eu tenho aversão a filmes dublados), então vi normal mesmo. Na maior parte do filme até que deu na mesma, só senti mais falta do 3D em algumas premonições, deve ter ficado muito foda.

O filme não é ruim. É que todos os filmes dessa saga seguem a mesma sinopse, a única coisa que muda são as circunstâncias do acidente principal. E depois de 3 filmes, é meio que de se esperar que a criatividade pra mortes vá ficando mais escassa, porque são MUITAS mortes a cada filme. O que eu curti foram as premonições em si, que foram feitas basicamente pro 3D, então a tecnologia está mais presente. E o acidente na corrida de carros foi muito bem feito.

O que eu acho que se perdeu foi a ligação entre os filmes. Tudo bem que alguns elementos do original estão lá, como os “180†espalhados pelo filme (pra quem não lembra, o número do vôo do primeiro filme) e que se tornou meio que um dos ícones da saga. Mas uma das coisas que eu mais curti nos 2 primeiros foi a forte ligação entre eles (quem assistiu sabe do que eu estou falando), e isso não existiu mais nos 2 últimos, seria muito legal se isso fosse mantido.

Enfim, minha preferência segue a ordem dos filmes, esse foi o que eu achei mais fraco, o que salva mesmo é o 3D. Uma curiosidade é que o roteiro original desse filme era um naufrágio, fico pensando se não teria sido mais legal. Quem sabem não fazem um 5º ainda?




Lua Nova
November 25, 2009 às 20:39
por: Fator46 | arquivado em: filmes, resenhas

Bom, continuando a saga de resenhas de filmes baseados em livros, chega a vez de um dos filmes mais esperados e badalados do ano, Lua Nova. Só pra esclarecer, eu gosto da série, tenho os 4 livros e já li todos umas 2 vezes. Mas não sou alucinada, não sigo a vida dos atores, nem sei direito quem namora quem e o Robert nem é meu vampiro preferido na série…. Mas mesmo assim, lá fui eu na sexta da estréia encarar fila pra ver o que tinham feito com Lua Nova (apesar desse ser o livro que eu menos curto). Muitas pessoas, horas na fila, muitas camisetas de “I Love†várias coisas, meninas chorando e gritos histéricos depois, vamos ao filme.

Em Lua Nova, Bella Swan está devastada com a partida repentina de seu amor, Edward Cullen, após um incidente durante sua festa de aniversário. Mas seu espírito é reanimado pela crescente amizade com o irresistível Jacob Black. De repente, ela se vê atraída pelo mundo dos lobisomens, os inimigos ancestrais dos vampiros, e vê sua lealdade e sua verdadeira paixão sendo testadas. Quando descobre que a vida de seu grande amor está em perigo, parte em uma missão contra o relógio para impedir que Edward seja destruído por um dos mais poderosos clãs de vampiros do mundo, os Volturi, aceitando as consequências de que ambos poderão não voltar para casa com vida.

Confesso que tinha um pouco de receio, devido a Crepúsculo, que ficou bem abaixo das expectativas… Mas o filme começa bem, Robert está lindo, como sempre. A fatídica cena do aniversário está ÓTIMA, Jasper com sua cara de assassino ficou perfeito. A cena do término também foi muito boa, muitas meninas devem ter chorado no cinema. Mas a Kristen, como sempre, poderia ter atuado um pouco mais, ela consegue fazer a MESMA cara em todas as situações… Reparem na cena da passagem do tempo, apesar de dar um pouco de vertigem, foi muito bem feita, gostei muito.

Agora, não tem como não comentar o Taylor Lautner. O Jacob estava todo pequeno e magro em Crepúsculo, e até vi que o Taylor quase perdeu o papel em LN por causa do corpo, pois quem leu sabe que o Jacob… cresce. Mas ele malhou, suou, e olha… valeu a pena. Só vendo o filme pra saber, não tem como colocar em palavras. Eu nem era muito fã do Jacob, mas depois desse filme… Falando em Jacob, outra coisa que merece ser citada são os lobisomens, a computação gráfica ficou ótima, a cena que Jacob se transforma em lobo é sensacional.

Outras cenas legais são a do penhasco (pena que quando a Bella é resgatada, ela faz a mesma cara de quando perdeu o Edward….), e a cena de Volterra, o Porsche amarelo está lá, a cena dos Volturi é demais, tem coisas que não estavam no livro mas deixaram a cena melhor ainda, e a Dakota Fanning está sensacional como a vilã Jane.

E o filme chega ao fim deixando algo no ar (não vou contar, claro), aquele tipo de coisa que, quando começam os créditos, todo mundo fica… “como assim????†e o que resta é esperar Eclipse, que será lançado dia 30/06/2010 (meu aniversário, btw). Ao todo, achei o filme muito bom, muito melhor que Crepúsculo, o diretor, Chris Weitz, foi uma ótima escolha. Algumas cenas foram meio estranhas, o filme é um pouco corrido (como a grande maioria das adaptações), o Kellan os outros Cullen aparecem pouco (no livro também, infelizmente), mas vale a pena ir no cinema conferir, só vá num dia calmo pra não ser pisoteado pelo Team Jacob ou Team Edward…




‘Tá’ querendo emoção?
October 26, 2009 às 14:07
por: Fator46 | arquivado em: aprovado!, livros, resenhas

Eu adoro ler livros, sabe? Tipo, amo de paixão. Acho que nos últimos meses eu já li quase cinquenta livros. Eu disse quase. Sempre fico pedindo dicas para amigos, em comunidades ou até mesmo procurando algo que me agrade no site da Submarino.

E encontrei essa dica. Quando me indicaram, disseram: “Olha, é muito emocionante, se prepara pra chorar.”. E eu pensei: “Que nada! Eu já li livros que o mundo inteiro chorou e não derramei uma lágrima. Esse não vai ser tão diferente assim.”. Bom, era o que eu pensava.

“What if the only person who could help was the one whose heart you’d broken?”

Souvenir conta um romance acabado entre Meg Powell e Carson McKay. Eles se conheceram quando crianças e passaram a alimentar um amor tão forte que pensavam que nada no mundo acabaria com isso. Até Meg, aos 19 anos, trocar Carson pelo rico Brian Hamilton por motivos que nunca revelara. Ele então afunda suas mágoas na música e se torna um famoso cantor de rock. Ela, se vê presa na rotina de mãe, médica, esposa e filha que cuida de um pai viúvo. Embora ambos nunca conseguissem quebrar os laços do passado. Anos depois, Carson volta à sua terra natal e Meg descobre algo que mudará completamente suas vidas. Therese Fowler nos leva à um enredo onde erros e segundas chances são o epicentro do drama.

Eu juro que parei várias e várias vezes ao ler o livro porque as lágrimas não me deixavam continuar. O mais curioso é que você, de uma certa maneira, sabe o desfecho dessa história e isso é que mais emociona na leitura. A autora escreve de uma maneira tão límpida, mostrando as emoções e sentimentos de cada persoangem, que você não se vê paralelo a tudo, é como se realmente estivesse vivendo aquilo.

O melhor de tudo é que a história não é algo extraordinário, como se nunca fosse acontecer comigo ou com você, é realidade. É, de fato,  muito, muito lindo! O livro se encontra em livrarias ou em ebook também. Recomendo mesmo e espero que gostem tanto quanto eu.




44 Segundos de Nostalgia
October 17, 2009 às 14:09

Tá pra nascer um fã de FRIENDS que não saiba de cor e salteado o grande hit da nossa amiga Phoebe Buffay, “Smelly Cat”, né? Desde que eu me lembro de ter começado a assistir, essa grande obra prima musical é parte clássica do seriado, e grande parte do sucesso da Phoebe está nele.

Então aí, pra galera matar a saudade:

Então, qual não foi a felicidade da fã de FRIENDS aqui (e de muitos outros, com certeza), quando Lisa Kudrow resolveu dar uma palhinha no Feeding America, junto com a Courtney Cox, no fim do mês passado:

Foram só 44 segundos, mas suficientes pra deixar saudosos os fãs de uma das maiores séries de todos os tempos.




Festival Mundo 2009 – Segundo Dia
October 7, 2009 às 10:16
por: Andrezza | arquivado em: eventos, música, resenhas

No último dia 04 houve a segunda noite do Festival Mundo, que se encontra em seu quinto ano de execução em João Pessoa. Com organização do Coletivo Mundo, a programação contava com mostras de filmes de terror, palestras e oficinas gratuitas, além de shows na parte da noite, com nomes como Mundo Livre S/A e Black Drawing Chalks. Foi tudo praticamente impecável. Os shows não começaram com muito atraso, o que fez o evento acabar em hora adequada (na edição de 2007 os shows acabaram já de manhã), o intervalo entre as bandas foi bem marcado, os stands acertaram em cheio o público do festival, com presença da Salve Simpatia e da Música Urbana, uma das únicas lojas de disco decentes da cidade. O público pessoense e dos arredores compareceu em peso, deixando a Usina Cultural Energisa lotada. Aliás, ótimo local escolhido para receber o festival, a cidade precisava de um lugar com estrutura decente e palco grande já há tempos.

Mas vamos aos shows. O festival começou no final da tarde com a banda local só de meninas Blue Sheep, um trio de adolescentes que toca hard blues e que tem tudo pra crescer, tocam bem e têm presença de palco. Saca só um trecho do show delas:

Depois veio outra banda local: Malaquias em Perigo. Devo confessar que não pude assistir ao show da banda de stoner rock, que já tem seu nome firmado em João Pessoa, e peço desculpas. Mas logo após o show deles veio o Nublado, outra promissora banda da cidade, que toca indie rock, lembra um pouco a Volver, e animou a galera. A pouca presença de palco do vocalista meio que põe a banda pra trás, mas o guitarrista e, em especial, o baterista Rayan Lins compensam. Minhas atenções durante o show ficavam quase sempre voltadas para ele, que não tinha pena do instrumento e arrasava nos backing vocals. À parte do fato de o Blue Sheep infelizmente ainda não possuir músicas na internet, Nublado foi a única banda que me fez ir atrás de conhecer mais sobre ela quando cheguei em casa.

Foi então que a notícia de que a van que trazia AMP e Black Drawing Chalks havia quebrado no caminho fez com que o show de Chico Correa & Eletronic Band fosse adiantado. É que havia hospitais nas redondezas do festival, limitando sua programação até antes de uma da manhã, e a produção teve que se virar. A banda é uma das mais populares de João Pessoa, e fez um ótimo show com seu som regional e seu ótimo guitarrista. Dancinhas eram ensaiadas pelo público à frente do palco, e muita gente sabia as letras de cor. Depois finalmente veio o AMP, ótima banda de hard rock de Pernambuco, e… o problema do festival. É que a banda entrou e tocou quatro músicas, uma espécie de passagem de som, e chamou os caras do Black Drawing Chalks pra cantarem a última música com eles. As bandas animadas no palco, público pirando, moshs o tempo todo. O problema é que durante a música em questão, rolou chuva de cerveja entre os vocalistas das duas bandas, coisa normal num show de rock, mas pôde-se perceber a preocupação dos técnicos de som por causa da cerveja sendo derramada próxima ao microfone (que acabou por queimar). Eles alertaram os caras para que parassem, até que eventualmente a música chegou ao fim. Daí em poucos segundos os caras da AMP entregam os instrumentos que tavam usando aos da BDC e estes começam a tocar. Sem intervalo, com os mesmos instrumentos, acho que todo mundo achou meio estranho. Então o BDC tocou o hit deles, a ótima “My Favourite Wayâ€, que animou muito a galera, e teve seu som cortado pelos técnicos: o show não iria continuar. Aí já viu, né? Todo mundo com cara de “COMO ASSIM?â€, gritando pra eles voltarem, e nada, começam a desmontar o palco.

Em pouco tempo, os caras da banda já estavam misturados ao público, e quem perguntasse ouviria da boca deles (ou leria na comunidade oficial horas depois) o motivo do súbito cancelamento: devido ao atraso da viagem e à limitação de horário, AMP e BDC só tinham 20 minutos cada para tocarem. A questão é que AMP fez sua parte e, na hora do Black Drawing, só uma música pôde ser apresentada, sob o argumento de que o tal estrago aos equipamentos acarretaria no cancelamento do show. Uma boa parte do público compareceu ao festival exatamente para ver o BDC, e saiu muito chateada. O maior problema foi a falta de esclarecimento por parte da produção do festival, o show simplesmente foi cortado do nada e ficou todo mundo com cara de tacho. Faltou comunicação entre a produção e os técnicos, em busca da manutenção do show, uma vez que é o serviço pelo qual o ingresso estava sendo pago. O que a produção fez que eu achei louvável foi anunciar que haveria show da AMP e do BDC logo após o festival, no Centro Histórico. Cheguei a ir pra lá, mas houve uma demora inevitável. Daqui que as bandas chegassem, que os equipamentos fossem instalados… Um número razoável de pessoas ainda ficou pro show, do qual ouvi muito bem, mas pra quem pagou o ingresso pra ver tal banda em tal horário e em tal local isso não é o bastante, torna-se falta de respeito. Além de que o show aconteceria numa madrugada de domingo pra segunda-feira, sendo que quase todos tinham compromisso na manhã seguinte. Acho que o festival só não vai ficar com o nome sujo porque o resto saiu melhor do que o esperado, mas ninguém esquecerá dessa derrapada.

Mas enfim, antes dessa locomoção para o Centro, ainda rolou show do Guizado, banda de rock instrumental de São Paulo, que foi meio ofuscado devido ao problema com o BDC. Eu mesma estava atrás de informações a respeito do cancelamento e acabei não prestando atenção no show deles. Então veio o show mais aguardado da noite: Mundo Livre S/A. O tecladista da banda não pôde comparecer ao show, mas Fred Zeroquatro, seu cavaquinho e o resto de sua gangue entraram no palco e, como celebração aos 15 anos de lançamento do primeiro disco da banda, o “Samba Esquema Noiseâ€, emendou clássicos que animaram todo mundo.

Apesar dos pesares, o Festival Mundo conseguiu o respeito dos paraibanos. O festival não tinha muito nome na cidade, mas esse ano, com tantas bandas boas, organização, e público, com certeza se manterá no holofote cultural de João Pessoa. Parabéns, Coletivo Mundo, e que venha 2010!