Editora: Twitter.com
May 28, 2010 às 3:27
por: Andrezza | arquivado em: livros, mídias digitais, twitter

Quem se apegou ao Twitter, REALMENTE se apegou. Sou viciada e conheço muita gente que também é, que passa o dia feliz à base de f5. É comum a gente se orgulhar de um ou outro tweet que postamos, lembrar de coisas surgidas por lá, levar assuntos comentados lá pra vida real ou até conhecer pessoas através do site. Assim, o Twitter vai registrando nossas vidas. As festas a que fomos, as provas que viramos a madrugada estudando, as bandas que ouvíamos em certa época… Sabe quando você descobriu que o Michael Jackson tinha morrido, acompanhou seu time ganhar o campeonato do ano passado ou comemorou o começo do namoro, tudo lá no site? Você pode ter tudo isso num livro – o TweetBookz.

TweetBookz é uma maneira de pegar os seus tweets e transformá-los em um livro. Cada página dele vem com um tweet, seguindo a ordem cronológica de postagem, e é tudo muito bonitinho. São quatro estilos a serem escolhidos, vindo seu avatar, bio e location na contracapa! Para ver como o seu livro ficaria, basta acessar o site e pôr seu username. Se você gamar e quiser tê-lo em mãos, vai descobrir o mais legal da idéia: você pode encomendar o seu livro de tweets, por 46 ou 28 reais, capa dura ou não, respectivamente.

Se você pensa que deve ser algo bem furreca, como eu pensava, está enganado. Se liga:

Sharing Twitter Tweet Book with the world from TweetBookz on Vimeo.

MUITO BONITINHO, CARA *———*

Cada livro tem capacidade pra 200 tweets, sendo que os organizadores já trabalham na flexibilização das opções, inclusive estéticas. Se você é um entusiasta do Twitter, com certeza já tá querendo um. Melhor, vai twittar sobre isso e verificar os retweets. Depois dar outro f5 e descobrir mais coisas legais… ah, o mundo mágico da hiper-interação. :D




Seu Madruga – Vila e Obra
May 16, 2010 às 22:26
por: Andrezza | arquivado em: livros

Essa semana foi lançado o livro dono de um dos melhores títulos que eu já vi: Seu Madruga – Vila e Obra. Pois é, o malandro, mal-humorado, amado personagem de Chaves ganhou um livro escrito por Pablo Kaschner, que já havia lançado outra edição sobre a série, o “Chaves De Um Sucesso” (dá pra perceber que o cara adora um trocadilho), que se propôe a explicar como a série alcançou tamanho sucesso.

Seu Madruga – Vila e Obra fala da história de Ramón Valdés, ator que interpretava o personagem em questão, teve dez filhos, era conhecido por se vestir na vida real de forma muito simples, como Seu Madruga, e morreu há 22 anos vítima de um câncer oriundo do fumo constante. Além disso, traz uma entrevista fictícia com o personagem, uma real com o dublador dele no Brasil, Carlos Seidl, e com Edgar Vivar, intérprete do Senhor Barriga, além de fotos inéditas. Curiosidades sobre Seu Madruga, diálogos clássicos, depoimentos de fãs e um teste para descobrir se o leitor realmente entende do maior devedor de aluguel que acabou, mesmo sendo mexicano, fazendo parte da cultura brasileira mostram que o livro é um item obrigatório na biblioteca de quem se diverte há décadas com o personagem.

O livro é dividido em 14 capítulos, número de aluguéis que o personagem devia ao Senhor Barriga, e tem prefácio escrito por Marcelo Madureira, membro do Casseta & Planeta. Já está sendo vendido por uma média de R$ 30,00 em livrarias e em sites especializados, incluindo o de sua editora (Mirabolante). Certamente melhor do que ir ver o filme do Pelé.




‘Tá’ querendo emoção?
October 26, 2009 às 14:07
por: Fator46 | arquivado em: aprovado!, livros, resenhas

Eu adoro ler livros, sabe? Tipo, amo de paixão. Acho que nos últimos meses eu já li quase cinquenta livros. Eu disse quase. Sempre fico pedindo dicas para amigos, em comunidades ou até mesmo procurando algo que me agrade no site da Submarino.

E encontrei essa dica. Quando me indicaram, disseram: “Olha, é muito emocionante, se prepara pra chorar.”. E eu pensei: “Que nada! Eu já li livros que o mundo inteiro chorou e não derramei uma lágrima. Esse não vai ser tão diferente assim.”. Bom, era o que eu pensava.

“What if the only person who could help was the one whose heart you’d broken?”

Souvenir conta um romance acabado entre Meg Powell e Carson McKay. Eles se conheceram quando crianças e passaram a alimentar um amor tão forte que pensavam que nada no mundo acabaria com isso. Até Meg, aos 19 anos, trocar Carson pelo rico Brian Hamilton por motivos que nunca revelara. Ele então afunda suas mágoas na música e se torna um famoso cantor de rock. Ela, se vê presa na rotina de mãe, médica, esposa e filha que cuida de um pai viúvo. Embora ambos nunca conseguissem quebrar os laços do passado. Anos depois, Carson volta à sua terra natal e Meg descobre algo que mudará completamente suas vidas. Therese Fowler nos leva à um enredo onde erros e segundas chances são o epicentro do drama.

Eu juro que parei várias e várias vezes ao ler o livro porque as lágrimas não me deixavam continuar. O mais curioso é que você, de uma certa maneira, sabe o desfecho dessa história e isso é que mais emociona na leitura. A autora escreve de uma maneira tão límpida, mostrando as emoções e sentimentos de cada persoangem, que você não se vê paralelo a tudo, é como se realmente estivesse vivendo aquilo.

O melhor de tudo é que a história não é algo extraordinário, como se nunca fosse acontecer comigo ou com você, é realidade. É, de fato,  muito, muito lindo! O livro se encontra em livrarias ou em ebook também. Recomendo mesmo e espero que gostem tanto quanto eu.




O Carapuceiro
September 9, 2009 às 5:37
por: Andrezza | arquivado em: livros, resenhas

O Xico Sá é um escritor cearense quarentão que só perde pro Chico Buarque no sentido do entender as mulheres. Já tinha virado um dos meus escritores preferidos apenas pelo conteúdo de seu blog, no qual soltou pensamentos célebres como “homem que é homem tem que comer mulher feia, porque mulher bonita até veado come”, “amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada”, “homem que é homem não sabe a diferença entre estria e celulite”, “homem que é homem chora em público, aos soluços, seja qual for o motivo, chora pela circunstância e chora pelo conjunto da obra, porque o choro de um homem nunca é um choro isolado, homem chora a dureza represada de ser homem, e triste dos homens que não choram nunca”, “a inveja da humanidade é desse pequeno chuveiro que faz misérias” e etc. Ele tem nove livros publicados, e escreve pra vários jornais, tendo inclusive uma coluna sobre futebol na Folha de São Paulo.

Um livro dele que li e indico é o “Modos de Macho & Modinhas de Fêmea – A Educação Sentimental do Homem”. Nele, Xico analisa os mundos dos dois sexos, e sua relação, em especial sob a perspectiva masculina. Fala sobre detalhes cotidianos da vida a dois, orgasmos, culinária, chifre, bunda, dedadas, viadagem, hábitos esquecidos, usando uma linguagem cheia de referências e abusando do vocabulário nordestino, sempre com um gosto de moda antiga. Engraçado, romântico, sincero, sexual, o livro resume bem o estilo do Xico Sá. O cara manja tanto das mulheres, sabe tão bem o que a gente quer, tem um ar do homem que ele mesmo diz ser o que toda mulher busca: uma mistura de lenhador e homem sensível, que acaba se tornando irresistível. Me liga, Xico!

Pra vocês poderem dar uma avaliada, vou mostrar dois textos de autoria dele:

FARELOS DO DISCURSO DOCE E AMOROSO

Não, baby, até o cara que acabou de cortar o dedo no balcão do bar aqui da Augusta, sabe, não sou um cara violento, até o cavaleiro errante que passou no seu pangaré urbano e branco, sabe, não dou tiros para cima quando estou ao teu lado, existe apenas algo patético na minha loucura que pretendo trocar pelos teus lindos olhos e que o troco deixes de inventário para o nosso amor louco, não, não quero sabotar o ensaio de amor, quero apenas cantar refrões sofridos no show do Wander, quero ser um cara legal, te ver trocando de roupas, agoniada com a escolha da blusa, embora nos membros inferiores te baste um jeans com bom caimento e umas havaianas, além da dúvida meteorológica, porque ainda não sabes que te esfrio e te esquento conforme diz a moça do tempo, quero ser um cara legal, esquisito, religioso, que te mira o tempo inteiro e tem a ciência de que não há sequer meio defeito em cima do teu corpo que tanto amo, não, corazón babilônico, embora meu olhar para ti seja um olhar de criminoso, vim apenas fazer um alegre piquenique em tua vida e deixar farelos do nosso doce na grama para a alegria das formigas.

LIBELO CONTRA A EXTINÇÃO DAS DENTUCINHAS

Denúncia urgente: estão acabando com as dentuncinhas. Sim, não é de hoje, faz tempo, mas agora beiramos realmente a extinção da espécie. Essa moda de encher de arames os dentes das moças. Essa modinha de desentortar os lindos dentinhos das raparigas em flor ainda cheirando a leite. Sim, os mancebos também são vítimas da ortodentia moderna, mas os moços, pobres moços, que se virem, que se defendam. Este panfleto lírico e sentimental se preocupa tão-somente com as meninas, como um tardio e lesado Lewis Carroll sertanejo.

No início do modismo, era mania apenas dos mais aquinhoados; depois alastrou-se de vez, como as cirurgias plásticas. Estão acabando com o charme das dentucinhas. Toda sala de aula tinha sua dentucinha, toda repartição, toda rua, todo bairro, todo clube, todo cabaré, toda casa de tolerância que se prezasse…

Já já eliminam de vez o charme das estrias, e todas as mulheres ficam iguais, bundas iguais, peitos do mesmo tamanho, lábios de branquinhas com recheios artificiais para imitar a lindeza da mestiçagem… Reparem os cabelos, por exemplo, onde andam os caracóis, os cachos, os black-powers? Está tudo dominado, tudo esticado, a chapinha, modinha que nasceu em pleno apagão da energia elétrica, veio para ficar de vez, para sempre, fudeus. Já já escrevem na bandeira nacional: ordem e escova progressiva!

Mas o que está em jogo agora, camaradas, é o fim das dentucinhas. Uma lástima, uma tragédia dos nossos dias. Vocês lembram como eram especiais os beijos das dentucinhas? E os dengos orais das dentucinhas? Céus, o nirvana com direito a uma sinfonia de Iggy Pop com Goran Bregovic!

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Massa, né? Vale a pena dar uma fuçada no blog dele, há mais dessas coisas que você acharia que ninguém conseguiria pôr em palavras.


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A Vez do Príncipe
July 15, 2009 às 23:53
por: Fator46 | arquivado em: cinema, livros, resenhas

Mais uma adaptação de livro chega ao cinema, e dessa vez, a sexta parte de uma das sagas mais famosas, Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Depois do filme ser adiado por mais de 6 meses, finalmente chegou a hora. Eu sou fã de Harry Potter desde antes do lançamento do primeiro filme, quando eu saía com o livro e as pessoas me perguntavam do que se tratava a história. Então desde a Pedra Filosofal tem aquela expectativa se o filme será fiel ao livro, quais partes serão cortadas, quem são os atores escalados etc. E como todos os outros 5 filmes, eu fui matar a curiosidade logo na estréia. Tentei me desligar do livro e curtir o filme, mas tem momentos que não foi possível.

Senti que o filme demorou um pouco a “engrenar”. Chegou uma hora que eu realmente me perguntei “Tá, mas quando o filme começa DE VERDADE?” Mas depois de um tempinho começou a ficar interessante. Em alguns momentos me lembrou os 2 primeiros filmes, que foram os mais fiéis aos livros. Algumas cenas foram bem fiéis, eu até acertava a próxima fala dos atores. Outras cenas que não estavam no livro foram acrescentadas, e não minha opinião, se encaixaram bem e deram até uma animada no filme. Achei legal ver o Quadribol finalmente de volta, senti muita falta no anterior. Muitas cenas foram cortadas, claro, mas as que mais me decepcionaram, e que eu estava contando muito que estivessem no filme, (não vou entrar em detalhes para quem não leu/viu) é uma cena entre Harry e Gina na sala da Grifinória; e uma das cenas finais em Hogwarts.

O Rupert Grint (Rony) pra mim foi um dos melhores do filme, a maior parte das cenas que eu ri incluíram ele, ele realmente tem um dom pra comédia. E o Tom Felton (Malfoy) finalmente teve destaque, depois de ter sido quase esquecido nos dois últimos filmes, o Draco finalmente se destacou nesse e espero que também se destaque no último. Mas por outro lado, muitos atores foram quase esquecidos ou nem apareceram. Uma pena.

Eu realmente senti que o filme foi bem devagar, não teve grandes cenas como o anterior, mas foi um dos mais fiéis ao livro. Em comparação aos outros 5, pra mim é o segundo melhor. Foi melhor que o 5º, Ordem da Fênix, e infinitamente melhor que o Prisioneiro de Azkaban, que pra mim é o mais fraco de todos. Mas o meu preferido absoluto segue sendo Cálice de Fogo, imbatível. Resta agora esperar pela última parte da saga, é meu livro preferido então estou ansiosa desde já. Como será dividido em dois filmes, acredito que os cortes serão bem menores. Mas o que ficou no fim de Enigma foi a sensação de que faltou alguma coisa… e acredito que a maioria das pessoas na sala também teve essa mesma sensação; quando os créditos começaram a aparecer, ouvi muita gente ao redor se perguntar “É só isso?”. Espero que Relíquias da Morte acabe com essa sensação. Nota 8,5 pra Enigma do Príncipe. Dá uma espiada.