Guarde os “eu te amo†pra quem realmente merece, em momentos que sejam realmente importantes, que façam a diferença. Porque ao contrário das mentiras que viram verdades ao serem repetidas demais, “eu te amo†a cada cinco minutos faz com que os verdadeiros passem despercebidos.
Ok, eu sei que grandes discussões filosóficas não costumam ser nosso foco aqui, mas como tem a ver com cultura pop, e a sugestão veio de uma leitora nossa, achei bem válido fazer esse texto. Ontem, nossa leitora @Lady_Roxyanne veio no twitter pedir nossa opinião sobre a seguinte questão: Por que mulheres como a Shakira, se ganham um certo peso são consideradas gordas, e mulheres como as excelentÃssimas mulheres fruta, tão conhecidas pelo Brasil, são consideradas gostosas?
Era uma vez um livro chamado “A mulher do viajante do tempo”, que estreou a americana Audrey Niffenegger e foi sucesso de vendas nos EUA. Um certo dia, esse livro teve seus direitos cinematográficos comprados por nada mais, nada menos que Jennifer Anniston e Brad Pitt, e resultou nisso:
A gente sempre acha que o dia de se tornar adulto vai ser um marco, e fica naquela “quando eu fizer 18, serei adulto”, como se no dia anterior você fosse um completo idiota, e do nada, quando desse meia noite, os sinos badalariam e você se tornaria uma pessoa capaz e responsável, dona do próprio focinho.
Eu tenho 23, e à s vezes, ainda me assusto com o fato de ser adulta, simplesmente porque eu não vi quando raios foi isso. Eu não faço ideia de quando foi que me livrei das minhas Barbies e comprei meu primeiro esmalte “de gente grande” (laranja clubber e Pink não contam), ou quando ganhei a chave de casa, e não precisei mais perguntar pra minha mãe que horas eu deveria chegar.
Cheguei no Anhembi no começo da tarde, a fila já estava considerável, fiz amizades por lá mesmo e com a maior cara de pau do mundo, furamos quase a fila toda (vale tudo pra ficar mais perto). Em pouco tempo, deu pra sentir a devoção das pessoas, tinha gente do Rio, de Minas, do Paraná, só por eles. Os portões abriram cedo, mais de 4 horas antes do show, e conseguimos ficar pertinho da grade, pena que havia uma Pista VIP na frente.
Mais meia hora de espera, o Oasis sobe ao palco exatamente às 10 da noite, com a pontualidade britânica que não poderia faltar. E eles já chegam com tudo, tocando o antigo hit Rock’n’Roll Star. Como sempre, o Liam faz o gesto clássico de colocar a meia-lua na boca, como se estivesse abrindo um enorme sorriso. No refrão, eu já estava cansada de tanto pular, e logo em seguida vem Lyla, Shock of Lightning, do cd novo, seguida por uma clássica, Cigarrettes & Alcohol. Nos intervalos das músicas, o publico gritava pro Liam, pro Noel, ou simplesmente, pro Oasis. Depois de Meaning of Soul, vieram 2 novas, To Be Where There’s Life e Waiting for the Rapture. Nessas 2 últimas, o publico não cantou tanto por serem músicas novas, mas em seguida veio o Masterplan do Noel, que reanimou todo mundo. E dá-lhe coro de “NOEL!†no final. Em seguida, mais clássicos, Songbird, Slide Away, e Morning Glory, que foi quando veio a cagada.
E o Noel estava certo. Toda vez que eles tocam em São Paulo, chove. Eu achava impossÃvel que acontecesse de novo, mas ela veio. E se da outra vez, a chuva veio junto com o show, dessa vez ela chegou antes, pra refrescar todo mundo, e parou quando o Oasis subiu ao palco. E no meio do show, as nuvens abriram e revelaram uma lua cheia. Mais lindo, impossÃvel.