A diferença sutil(ou não)entre ser gorda e ser gostosa.
June 30, 2010 às 10:03
por: Luh | arquivado em: histórias, polêmica, twitter

Ok, eu sei que grandes discussões filosóficas não costumam ser nosso foco aqui, mas como tem a ver com cultura pop, e a sugestão veio de uma leitora nossa, achei bem válido fazer esse texto. Ontem, nossa leitora @Lady_Roxyanne veio no twitter pedir nossa opinião sobre a seguinte questão: Por que mulheres como a Shakira, se ganham um certo peso são consideradas gordas, e mulheres como as excelentíssimas mulheres fruta, tão conhecidas pelo Brasil, são consideradas gostosas?

Parei pra pensar, de verdade. Longe de mim querer ser a dona da verdade, ou fazer um estudo antropológico, até porque, esse não é meu papel aqui, mas eu tenho lá meu palpite. Levemos em consideração que as duas mulheres tomadas como exemplo fazem partes de culturas diferentes, por mais que vivamos em um mundo globalizado, etc etc… Sim, eu sei que a Shakira é colombiana e eu sei também onde fica a Colômbia, mas levem em conta que no atual estado das coisas, Shakira se enquadra no modelo norte-americano, pelo menos ao que diz respeito à forma física.

Brasil tem toda essa coisa da mulher com curvas e tal, enquanto outros países, principalmente Estados Unidos e adjacentes (tô phyna), têm esse modelo da mulher magra, sem peito, sem bunda, meio na vibe semi-anoréxica. Acho que esse é um dos grandes fatores, além da época cultural em que estamos, onde muita gente acha que pra uma mulher para ser atraente tem que ser esquálida, enquanto houve uma época, onde o modelo de beleza eram as mulheres gordinhas.

Eu, JAMAIS chamaria a Shakira de gorda, a não ser que ela ganhasse de fato MUITO peso. Da mesma forma, eu acho sim as mulheres fruta quase gordas, e não gostosas. Certeza que vai ter gente que vai dizer que acha a Shakira uma magrela sem graça e que as mulheres fruta são de fato gostosas. Sem falar que o modo com que as mulheres fruta se vestem e se comportam, contribui E MUITO pra uma imagem, mesmo que distorcida de “mulherão”. Imagem essa que construiu a fama delas. Põe a roupa e sobra o que? Nada. Além do mais, a imagem inicial que as pessoas tem dessas mulheres conta muito. Shakira sempre foi magra, óbvio que um aumento de peso vai ser notado, e a mídia, dramática do jeito que é, vai logo em cima. As mulheres fruta já vieram à público com essa forma física…um kg a mais, um kg a menos, what the hell.

E é aí que quero chegar: É tudo questão de gosto, de percepção, seja essa percepção individual ou coletiva, cultural. E no fim, tem gosto pra tudo, ninguém pode dizer que não gosta de nada. Pode?




The Time Traveler’s Wife
October 21, 2009 às 22:31
por: Luh | arquivado em: cinema, filmes, histórias

Era uma vez um livro chamado “A mulher do viajante do tempo”, que estreou a americana Audrey Niffenegger e foi sucesso de vendas nos EUA. Um certo dia, esse livro teve seus direitos cinematográficos comprados por nada mais, nada menos que Jennifer Anniston e Brad Pitt, e resultou nisso:

A maioria dos relacionamentos tem idas e vindas, certo? Mas o caso de Henry e Clare é beeem diferente. Eles se conheceram quando ela tinha apenas 6 anos e ele fazia suas “viagens” pela vida. A pequena Clare logo se apaixona pelo bonitão e desse laço de amizade nasce uma linda história de amor. Mas Henry sofre de uma doença genética que o faz viajar no tempo, o que torna a relação um tanto conturbada. Porém, eles decidem casar e lidar com o maior problema da trama: as coisas que acontecerão no futuro da Clare já foram vividas por eles no passado do Henry.
“Te amarei para sempre” é um filme bonitinho, com uma boa fotografia que faz os românticos de plantão chorarem litros.

P.s.: Toda e qualquer semelhança com “O Curioso Caso de Benjamim Button” e “Efeito Borboleta” são mera coincidência.




Quando?
August 23, 2009 às 19:00
por: Luh | arquivado em: fator46, histórias

A gente sempre acha que o dia de se tornar adulto vai ser um marco, e fica naquela “quando eu fizer 18, serei adulto”, como se no dia anterior você fosse um completo idiota, e do nada, quando desse meia noite, os sinos badalariam e você se tornaria uma pessoa capaz e responsável, dona do próprio focinho.

Se você não tem dezoito ainda, desculpa aí furar sua bolha cor de rosa, mas não é assim que a banda toca.

Eu tenho 23, e às vezes, ainda me assusto com o fato de ser adulta, simplesmente porque eu não vi quando raios foi isso. Eu não faço ideia de quando foi que me livrei das minhas Barbies e comprei meu primeiro esmalte “de gente grande” (laranja clubber e Pink não contam), ou quando ganhei a chave de casa, e não precisei mais perguntar pra minha mãe que horas eu deveria chegar.

Parece que foi ontem que eu tinha uma carteira da Hello Kitty e um cartão do Clube da Melissinha, e agora eu tenho uma carteira de adulta (ok, é da Betty Boop, mas juro que não é infantil), com cartões de crédito que se forem usados, resultarão numa fatura de dinheiro de verdade, e não dinheirinho do Banco Imobiliário.

Você ganha um titulo eleitoral, uma carteira de motorista, ex namorados, uma conta no banco e umas histórias pra contar. Perde algumas coisas também, mas no fim, você junta.

Porque o adulto que você é dirigindo ou atrás de uma urna eleitoral, tá diretamente ligado à criancinha que tinha patins. Só por favor, faça jus à criancinha que você era e não estrague tudo.




São Paulo, 9/05/09
May 12, 2009 às 0:31
por: Luh | arquivado em: eventos, histórias, música, resenhas

Indescritível. Essa é a palavra. Não tem mesmo como descrever a noite de sábado na Arena Anhembi. E acredito que as outras milhares de pessoas que também estavam lá, acham o mesmo. O Oasis volta a São Paulo depois de 3 anos, dessa vez para um publico maior, para apresentar a turnê do álbum Dig Out Your Soul. E eu estava lá, pra ver minha banda preferida, de novo. E vou TENTAR contar um pouco de como foi.

Cheguei no Anhembi no começo da tarde, a fila já estava considerável, fiz amizades por lá mesmo e com a maior cara de pau do mundo, furamos quase a fila toda (vale tudo pra ficar mais perto). Em pouco tempo, deu pra sentir a devoção das pessoas, tinha gente do Rio, de Minas, do Paraná, só por eles. Os portões abriram cedo, mais de 4 horas antes do show, e conseguimos ficar pertinho da grade, pena que havia uma Pista VIP na frente.

Ok, 3 horas de espera, muitos empurrões, alguns estresses e muita dor na perna depois, o Cachorro Grande sobe ao palco pra abrir o show. Confesso que só conheço as musicas mais famosas deles mesmo, e apesar da falha técnica que fez com que não ouvíssemos uma musica inteira, o show foi ótimo. E o melhor de tudo, dava pra sentir que eles estavam honrados de verdade por estarem abrindo o show do Oasis.

Mais meia hora de espera, o Oasis sobe ao palco exatamente às 10 da noite, com a pontualidade britânica que não poderia faltar. E eles já chegam com tudo, tocando o antigo hit Rock’n’Roll Star. Como sempre, o Liam faz o gesto clássico de colocar a meia-lua na boca, como se estivesse abrindo um enorme sorriso. No refrão, eu já estava cansada de tanto pular, e logo em seguida vem Lyla, Shock of Lightning, do cd novo, seguida por uma clássica, Cigarrettes & Alcohol. Nos intervalos das músicas, o publico gritava pro Liam, pro Noel, ou simplesmente, pro Oasis. Depois de Meaning of Soul, vieram 2 novas, To Be Where There’s Life e Waiting for the Rapture. Nessas 2 últimas, o publico não cantou tanto por serem músicas novas, mas em seguida veio o Masterplan do Noel, que reanimou todo mundo. E dá-lhe coro de “NOEL!” no final. Em seguida, mais clássicos, Songbird, Slide Away, e Morning Glory, que foi quando veio a cagada.

Tudo estava indo bem quando um “inteligente” resolve tacar uma tampinha de garrafa justamente no Liam, antes do começo da musica. Bad idea. Ele ficou puto, e no fim da musica o Noel disse que se continuassem, eles iria embora. E nós sabemos que eles iriam MESMO. Confusão passada, segue Ain’t Got Nothing e uma aguardada The Importance of Being Idle, que foi muito foda, todo mundo cantou com mais ovações ao Noel. Depois veio, na minha opinião, a melhor da noite do cd novo, I’m Outta Time, com o Liam, que apesar de ser mais lenta, conseguiu animar e surpreender. E aí veio a hora mais esperada para os, digamos assim, “fãs menos conhecedores das músicas”, Wonderwall. Todo mundo cantando, meninas subindo nos ombros dos caras, é o maior hit do Oasis, não tem jeito. E em seguida, o primeiro (e um dos melhores) hit, Supersonic, a que seria “teoricamente” a última do show, porque todos sabíamos que teria um retorno. E essa era a parte que eu estava aguardando.

O Noel volta sozinho com um violão, pra tocar Don’t Look Back in Anger. Não é por ser minha musica preferida, mas pra mim foi o ponto alto. Como não podia deixar de ser, na hora do refrão, o Noel faz um gesto pra platéia como quem dá passagem, como se dissesse “agora é com vocês.” E nós não decepcionamos. Se tinham mesmo 25 mil pessoas lá, 30 mil cantaram com as mãos pro alto. E claro que eu chorei, muito. Afinal, não é todo dia que você vê a sua banda preferida cantando a musica que você mais gosta ao vivo.

Emoção passada, vem Falling Down, e em seguida mais um clássico cantado por todos, Champagne Supernova, que o Liam dedicou a nós, que estávamos atrás. Thank You, Liam! E pra terminar brilhantemente, I am the Walrus, dos Beatles. O Liam sai do palco com um aceno rápido, e o Noel agradece ao publico com palmas. E se em 2006 eles tocaram Supersonic só no show de São Paulo porque nós pedimos, dessa vez nem adiantou pedir Live Forever, além de eles não tocarem, o Noel não perdeu tempo: “Nós escolhemos o que tocar, e vocês ouvem.” Ok, então. Mas apesar dos foras, o show foi perfeito.

E o Noel estava certo. Toda vez que eles tocam em São Paulo, chove. Eu achava impossível que acontecesse de novo, mas ela veio. E se da outra vez, a chuva veio junto com o show, dessa vez ela chegou antes, pra refrescar todo mundo, e parou quando o Oasis subiu ao palco. E no meio do show, as nuvens abriram e revelaram uma lua cheia. Mais lindo, impossível.

E o que resta, além das dores pelo corpo e a depressão no dia seguinte, é aquela sensação de “já posso morrer feliz”. São poucas coisas que nos fazem sentir assim, e assistir a mais um show da sua banda preferida é uma delas. Eu só me recuso a dizer se esse show foi melhor que o de 2006, é como escolher um filho preferido. Resta também esperar o próximo, e quem sabe ele vem com chuva também?

Ah, não posso deixar de citar meus 3 companheiros de show, furamos e sofremos juntos, Jé, Will e Aline, Sisao pra nós!!




Permanent…
May 3, 2009 às 23:44
por: Luh | arquivado em: como?, fator46, histórias

Eu imagino que algumas pessoas que entram aqui no blog se perguntam qual o “ponto em comum” entre essas meninas de diferentes partes do país; há catarinense, carioca, paulista (oe!), gaúcha, baiana, paraibana e etc. Antes de falar o real propósito desse post, acho que deveríamos contar um pouquinho da nossa história.
Ano passado, na 7ª edição do American Idol (Não sabe o que é? Sabe o Ídolos? Então, a versão original), um participante se destacou pela sua originalidade, pela sua voz, e beleza também… Seu nome? David Cook.

Durante o programa, a comunidade dele no Orkut bombava. E dias após ele ser campeão (claro!!), algumas meninas da comunidade se juntaram e criaram uma comunidade própria, pra poderem falar o que quisessem dele. Acontece que, com o passar do tempo, o assunto “David” foi ficando em segundo plano, e uma sincera amizade foi surgindo pouco a pouco. Hoje, quase 1 ano depois da criação da comunidade, catarinenses e baianas foram a São Paulo, paulistas e gaúcha foram a Santa Catarina, um blog nasceu, momentos inesquecíveis foram vividos. Às vezes eu queria que o Brasil fosse do tamanho da minha cidade, ou até menor, pra gente poder se ver sempre.

Mas enfim, eu contei isso por 2 razões.

1- Pra quem não sabe, saber. dã.

2- Porque a gente ainda ama muito o David Cook. E eu achei digno vir aqui pra dizer que às 11:52 da noite desse sábado, infelizmente, ele perdeu o seu irmão, Adam, que lutava contra um câncer no cérebro. O Adam tinha 37 anos e lutava contra a doença há aproximadamente 10 anos, e nós todas ficamos tristes. Então, mais do que justo a gente fazer uma “mini homenagenzinha”, afinal o David é a [brega]cola que colou todas essas loucas do país inteiro, e não desgruda mais![/brega]

Os créditos do banner não são nossos, okay? É de uma fã do David.