Kommbo Express
September 8, 2009 às 21:13

Então, a gente não tem o costume de falar de eventos aqui, mas quando é um evento bacana, a gente abre o espaço super na boa.

O Kommbo Express é um encontro de comunicação digital, que vai contar com debates e informação sobre comunicação e as novas mídias sociais. Ou seja, vai reunir galera que curte e trabalha com blogs, twitter, facebook e todas essas novas mídias que não são mais utilizadas apenas para lazer, e agora viraram trabalho pra muita gente. (Tipo a gente, vê?)

O evento acontece em Floripa (lugar mais lindo do mundo, pra que não conhece) dia 11 de setembro (sexta agora) e olha só que legal: Todo mundo sabe que 11 de setembro remete aos ataques ao World Trade Center, e por isso a ideia do Kommbo é celebrar a paz e a integração entre as pessoas, independente de povo, religião e tudo mais.

Eu mesma só não vou porque tenho uma prova inadiável no mesmo dia, senão, certeza que ia bater ponto lá, pra conhecer gente bacana na área e aprender coisas bem legais.

Então, quem estiver nas redondezas de Florianópolis ou puder aparecer, recomendo!

Mais detalhes sobre o evento aqui.




Anima Mundi
July 24, 2009 às 0:42
por: Loli | arquivado em: eventos, vídeo

Não que o Fator viva só de vídeos… mas terça-feira, dia 21, fui na abertura do Anima Mundi, um festival internacional de animação do Brasil (por mais paradoxal que isso possa parecer de início), lá no Memorial da América Latina, e ele MERECE seu lugar aqui!

O festival tá na sua 17ª edição e muito, muito bom! Ele já passou pelo Rio e chegou essa semana em São Paulo, curtííííssimo tempo pra assistir, então se tiverem a chance CORRAM!!
Fomos eu e meus pais e o lugar tava liiindo. Todo pronto já pra quando começasse, cheio de oficinas infantis (que eu confesso que fiquei com muita vontade de fazer todas!), gente bonita e legal. Incluindo os animadores de Coraline e de Bolt, então, não, o evento não é pequeno! huhiauihuaa
O mestre de cerimônias foi o Fernando Caruso, filho de cartunista e muito engraçado, conseguiu fazer todo mundo entrar no clima e aguentar os patrocinadores lá falando até que começasse a exibição dos filmes.
Digo logo que minha mãe sempre falou pra eu ir lá ver mas eu sempre escapava. Esse ano resolvi dar uma chance e apaixoneeei!! Infelizmente, ainda não consegui voltar nem no Memorial nem no CCBB, onde as animações tão sendo exibidas… mas deixo pra vocês alguns vídeos que passaram na abertura e eu adoreeei! =) Mas, acreditem, fora da tela do computador é muito mais legal, vale a pena! Recomendado!

French Toast (não achei inteiro na internê, então procurem no festival hahaha!)
Log Jam (cada um tem um minuto, é rápido e fofo!)

Her morning elegance (stop motion lindo, lindo e eu viciei na música, comofas//)
Sem contar que além de tudo o coquetel do Finger Foods tava muuuito gostoso! hahahah
Então é isso. Programa de qualidade e com gastos mínimos :D

Anima Mundi
Em São Paulo, de 22 a 26 de julho
http://www.animamundi.com.br/

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Informações: (11)3113-3651, 3113-3652
Horário de funcionamento: 10h às 20h
Todas as sessões são gratuitas.
A retirada de senhas deve ser feita à partir das 10h.

Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Horário de funcionamento: 11h às 24h
Ingreso: R$6,00 (meia entrada R$3,00)
Vendas antecipadas para todos os dias.

(Dik: dá pra comprar por aqui!!)




São Paulo, 9/05/09
May 12, 2009 às 0:31
por: Fator46 | arquivado em: eventos, histórias, música, resenhas

Indescritível. Essa é a palavra. Não tem mesmo como descrever a noite de sábado na Arena Anhembi. E acredito que as outras milhares de pessoas que também estavam lá, acham o mesmo. O Oasis volta a São Paulo depois de 3 anos, dessa vez para um publico maior, para apresentar a turnê do álbum Dig Out Your Soul. E eu estava lá, pra ver minha banda preferida, de novo. E vou TENTAR contar um pouco de como foi.

Cheguei no Anhembi no começo da tarde, a fila já estava considerável, fiz amizades por lá mesmo e com a maior cara de pau do mundo, furamos quase a fila toda (vale tudo pra ficar mais perto). Em pouco tempo, deu pra sentir a devoção das pessoas, tinha gente do Rio, de Minas, do Paraná, só por eles. Os portões abriram cedo, mais de 4 horas antes do show, e conseguimos ficar pertinho da grade, pena que havia uma Pista VIP na frente.

Ok, 3 horas de espera, muitos empurrões, alguns estresses e muita dor na perna depois, o Cachorro Grande sobe ao palco pra abrir o show. Confesso que só conheço as musicas mais famosas deles mesmo, e apesar da falha técnica que fez com que não ouvíssemos uma musica inteira, o show foi ótimo. E o melhor de tudo, dava pra sentir que eles estavam honrados de verdade por estarem abrindo o show do Oasis.

Mais meia hora de espera, o Oasis sobe ao palco exatamente às 10 da noite, com a pontualidade britânica que não poderia faltar. E eles já chegam com tudo, tocando o antigo hit Rock’n’Roll Star. Como sempre, o Liam faz o gesto clássico de colocar a meia-lua na boca, como se estivesse abrindo um enorme sorriso. No refrão, eu já estava cansada de tanto pular, e logo em seguida vem Lyla, Shock of Lightning, do cd novo, seguida por uma clássica, Cigarrettes & Alcohol. Nos intervalos das músicas, o publico gritava pro Liam, pro Noel, ou simplesmente, pro Oasis. Depois de Meaning of Soul, vieram 2 novas, To Be Where There’s Life e Waiting for the Rapture. Nessas 2 últimas, o publico não cantou tanto por serem músicas novas, mas em seguida veio o Masterplan do Noel, que reanimou todo mundo. E dá-lhe coro de “NOEL!” no final. Em seguida, mais clássicos, Songbird, Slide Away, e Morning Glory, que foi quando veio a cagada.

Tudo estava indo bem quando um “inteligente” resolve tacar uma tampinha de garrafa justamente no Liam, antes do começo da musica. Bad idea. Ele ficou puto, e no fim da musica o Noel disse que se continuassem, eles iria embora. E nós sabemos que eles iriam MESMO. Confusão passada, segue Ain’t Got Nothing e uma aguardada The Importance of Being Idle, que foi muito foda, todo mundo cantou com mais ovações ao Noel. Depois veio, na minha opinião, a melhor da noite do cd novo, I’m Outta Time, com o Liam, que apesar de ser mais lenta, conseguiu animar e surpreender. E aí veio a hora mais esperada para os, digamos assim, “fãs menos conhecedores das músicas”, Wonderwall. Todo mundo cantando, meninas subindo nos ombros dos caras, é o maior hit do Oasis, não tem jeito. E em seguida, o primeiro (e um dos melhores) hit, Supersonic, a que seria “teoricamente” a última do show, porque todos sabíamos que teria um retorno. E essa era a parte que eu estava aguardando.

O Noel volta sozinho com um violão, pra tocar Don’t Look Back in Anger. Não é por ser minha musica preferida, mas pra mim foi o ponto alto. Como não podia deixar de ser, na hora do refrão, o Noel faz um gesto pra platéia como quem dá passagem, como se dissesse “agora é com vocês.” E nós não decepcionamos. Se tinham mesmo 25 mil pessoas lá, 30 mil cantaram com as mãos pro alto. E claro que eu chorei, muito. Afinal, não é todo dia que você vê a sua banda preferida cantando a musica que você mais gosta ao vivo.

Emoção passada, vem Falling Down, e em seguida mais um clássico cantado por todos, Champagne Supernova, que o Liam dedicou a nós, que estávamos atrás. Thank You, Liam! E pra terminar brilhantemente, I am the Walrus, dos Beatles. O Liam sai do palco com um aceno rápido, e o Noel agradece ao publico com palmas. E se em 2006 eles tocaram Supersonic só no show de São Paulo porque nós pedimos, dessa vez nem adiantou pedir Live Forever, além de eles não tocarem, o Noel não perdeu tempo: “Nós escolhemos o que tocar, e vocês ouvem.” Ok, então. Mas apesar dos foras, o show foi perfeito.

E o Noel estava certo. Toda vez que eles tocam em São Paulo, chove. Eu achava impossível que acontecesse de novo, mas ela veio. E se da outra vez, a chuva veio junto com o show, dessa vez ela chegou antes, pra refrescar todo mundo, e parou quando o Oasis subiu ao palco. E no meio do show, as nuvens abriram e revelaram uma lua cheia. Mais lindo, impossível.

E o que resta, além das dores pelo corpo e a depressão no dia seguinte, é aquela sensação de “já posso morrer feliz”. São poucas coisas que nos fazem sentir assim, e assistir a mais um show da sua banda preferida é uma delas. Eu só me recuso a dizer se esse show foi melhor que o de 2006, é como escolher um filho preferido. Resta também esperar o próximo, e quem sabe ele vem com chuva também?

Ah, não posso deixar de citar meus 3 companheiros de show, furamos e sofremos juntos, Jé, Will e Aline, Sisao pra nós!!




Abril Pro Rock 2009
April 23, 2009 às 9:16
por: Andrezza | arquivado em: eventos, música, resenhas

Dei um pulo em Recife pra ver o Abril Pro Rock desse ano, no segundo dia de sua programação. Cheguei meio atrasada e perdi as primeiras bandas, mas tudo bem. Vou comentar sobre as que vi. Ah, e olha que tristeza: perdi essa pagação de peito que rolou no show do Candeias Rock City, hahaha! Afinal isso aqui é um show de rock, não é Sandy e Jr não

A primeira banda que eu vi foi a baiana Retrofoguetes, que é toda instrumental e lembra muito as trilhas dos filmes do Tarantino. Achei legal, mas é banda pra se ouvir três vezes e pedir pra parar, repetitiva demais. Logo após, entrou em cena a atração internacional da noite: os norte-americanos do Heavy Trash. Era clara a influência dos anos 50 e do clima rockabilly na banda, presente desde o cabelo topetudo do vocalista, até o baixo acústico (um charme, convenhamos!) que chamava atenção no canto do palco. O vocalista Jon Spencer, apesar do sotaque estranho, tinha muita presença de palco, e fez muita gente dançar iê-iê-iê no Chevrolet Hall.

Depois começou o show do Volver e eu percebi como esse lance de os pernambucanos valorizarem muito o que vem de lá é verdade. A banda tinha uma legião de fãs à sua espera, e fez um ótimo e animado show. É uma banda indie, de formação básica e vocalista carismático. Não fui a única que não conhecia a banda mas simpatizou com ela logo de cara, muita gente compartilhou dessa opinião; dancei o show todo e baixei disco da banda assim que cheguei em casa. Não é nada de diferente, você com certeza já ouviu algo parecido antes, mas é legal de se ouvir, achei digno. Ah, e poderia muito bem ensinar à farsa que é o Moptop como se faz pra ter muita influência de Strokes sem ser praticamente um cover.

Acaba Volver, a galera corre pro palco do Vanguart. A banda que veio de Cuiabá e é a mais aclamada nos últimos anos do circuito independente brasileiro fez um show bom, com repertório conhecido e sem grandes firulas. Pra quem não conhece, a banda é folk. Pegue um violão, uma gaita e um bucolismo, que você tem o folk, that’s it. Eu acho Vanguart chato, pra falar a verdade, mas percebi que a galera saiu satisfeita do show. Ah, e o Hélio Flanders pode ser baixinho e ter uma pinta estranha… mas dá um caldo, viu. Prontofaleimermo.

Depois do Vanguart, amigos, a noite começou. MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU, QUE SHOW! Sou fã da banda, mas não sei nem por onde começar a explicar de que se trata. É uma big band que veio de Brasília, diferente de tudo o que você já ouviu, formada por um vocalista hiperativo e uma orquestra com direito a tudo: flauta, trombone, saxofone, teclado, gaita, guitarra, bateria… é uma mistura de rock com ska e letras estranhas e bem humoradas. Eles são conhecidos pelos shows animados, e não deixaram a desejar no Abril. Foi o show preferido da maioria das pessoas, e o meu também. O palco tava lindo, os caras tavam animadíssimos, a galera com sede pela banda… saca só:

Velho, acho animal banda que se dedica ao pacote completo. Em cada parte do show do Móveis você notava isso, desde o cenário até a chuva de papel, passando pelas coreografias da banda e a maneira como interagiam com a platéia. Pena que tocaram muita coisa do disco novo, que ainda nem lançado foi, o que nunca é tão legal quanto uma banda tocando seus clássicos, mas a galera já sabia as letras e até quem não conhecia a banda se animou muito. FODA, cara. Deixei aí o link pra baixar o disco deles, quem deixar passar é bobinho.

Depois do Móveis veio o Mundo Livre S/A, a maior representante do manguebeat depois da Nação Zumbi. Se você não sabe o que é manguebeat, foda-se, me recuso a explicar isso. A maioria da galera tava cansadona por causa do show do Móveis… eu mesma passei o show do Mundo Livre quase todo bebendo água, me abanando e descansando os pés. Mas o tanto que ouvi achei massa, já tinha uma simpatia pela banda. Gosto da mistura de samba com toques eletrônicos, e acho o sotaque pernambucano uma graça quando cantado.

Aí finalmente chegamos à atração principal da noite: Marcelo Camelo. Eu sou muito fã de Los Hermanos, mas não pirei muuuuito no disco solo dele, o Sou, que é meio MPB-intimista-experimental e tem a banda Hurtmold como acompanhante do cara. O Camelo subiu no palco e se sentou com seu violão… e assim foi o show quase todo. O cara tava numa lombra louca, chapado, e acabou ficando frio, com cara de quem não queria estar ali. TODOS comentavam isso durante o show, tava um lance desconfortável. O cara é a atração principal, faz todo mundo esperar o festival inteiro, juntar grana pra ver seu show, o caralho a quatro, e faz isso? Decepção. O cara passou cinco minutos sentado no chão, com a guitarra na frente da caixa de som, fazendo porra nenhuma, numa viagem dele com ele mesmo. E todo mundo lá, com cara de bunda, esperando mais. O show foi meia-boca, mas minhas expectativas não estavam altas mesmo… só sei que Camelo não se esforça pra fazer o Amarante deixar de ser meu preferido, hahaha. Ah, mas pelo menos ele tocou três músicas de Los Hermanos. Quase desabei com Pois é.

Ahm, e assim foi. Ano que vem certamente vou de novo, gostei muito do festival. E você, qual o último show que viu?

*crédito das fotos: http://www.flickr.com/photos/andrenery