The Time Traveler’s Wife
October 21, 2009 às 22:31
por: Fator46 | arquivado em: cinema, filmes, histórias

Era uma vez um livro chamado “A mulher do viajante do tempo”, que estreou a americana Audrey Niffenegger e foi sucesso de vendas nos EUA. Um certo dia, esse livro teve seus direitos cinematográficos comprados por nada mais, nada menos que Jennifer Anniston e Brad Pitt, e resultou nisso:

A maioria dos relacionamentos tem idas e vindas, certo? Mas o caso de Henry e Clare é beeem diferente. Eles se conheceram quando ela tinha apenas 6 anos e ele fazia suas “viagens” pela vida. A pequena Clare logo se apaixona pelo bonitão e desse laço de amizade nasce uma linda história de amor. Mas Henry sofre de uma doença genética que o faz viajar no tempo, o que torna a relação um tanto conturbada. Porém, eles decidem casar e lidar com o maior problema da trama: as coisas que acontecerão no futuro da Clare já foram vividas por eles no passado do Henry.
“Te amarei para sempre” é um filme bonitinho, com uma boa fotografia que faz os românticos de plantão chorarem litros.

P.s.: Toda e qualquer semelhança com “O Curioso Caso de Benjamim Button” e “Efeito Borboleta” são mera coincidência.




“Do Começo Ao Fim” tem estréia marcada
October 19, 2009 às 8:55
por: Andrezza | arquivado em: cinema, polêmica, vídeo

Se você é gay, fã de cinema ou simplesmente bem informado já ouviu falar do filme “Do Começo Ao Fimâ€. É um filme nacional de baixo orçamento que trata de dois irmãos que crescem e desenvolvem um relacionamento homossexual. Incesto e homossexualismo já são temas polêmicos separadamente, imagina quando juntos? Posso sentir os pêlos da Igreja arrepiando-se…

Mas o que importa é que o esperado filme, de direção de Aluizio Abranches e fotografia do Ueli Steiger (responsável pela função em “O Dia Depois de Amanhã†e “O Patriotaâ€), teve sua estréia marcada: dia 13 de novembro. O evento ocorrerá durante o Festival MixBrasil, de temática GLS, somente para convidados, enquanto a estréia nacional acontece no dia 27. Com Julia Lemmertz e Fábio Assunção, o filme promete abordar os temas com bom gosto, e sem se preocupar com os que possam se chocar com as cenas mais carinhosas. O longa certamente levantará discussões acerca dos tabus abordados por ele, o que é sempre bom. É ótimo ver que o cinema nacional, tão injustamente criticado, não caiu no marasmo e ainda investe em idéias vivas. Caçadores de polêmica ou não – coisa que só pode ser julgada corretamente após assistir-se ao filme – os bons resultados já estão chegando. O trailer já tem mais de 600.000 execuções no Youtube, quase 2000 comentários e rendeu posts nos mais diversos blogs, fazendo o que a gente mais precisa hoje em dia: colocar as pessoas pra pensarem.

Uma dica interessante pra quem gostou da idéia do filme é ver o bom curta-metragem americano Starcrossed, que serviu de enorme inspiração para Do Começo Ao Fim (legendado):

E você, o que achou da proposta do filme? Ficou a fim de ver? Porque eu estarei lá no dia 27, provavelmente morrendo de chorar, a julgar pelo trailer e o curta.




A Vez do Príncipe
July 15, 2009 às 23:53
por: Fator46 | arquivado em: cinema, livros, resenhas

Mais uma adaptação de livro chega ao cinema, e dessa vez, a sexta parte de uma das sagas mais famosas, Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Depois do filme ser adiado por mais de 6 meses, finalmente chegou a hora. Eu sou fã de Harry Potter desde antes do lançamento do primeiro filme, quando eu saía com o livro e as pessoas me perguntavam do que se tratava a história. Então desde a Pedra Filosofal tem aquela expectativa se o filme será fiel ao livro, quais partes serão cortadas, quem são os atores escalados etc. E como todos os outros 5 filmes, eu fui matar a curiosidade logo na estréia. Tentei me desligar do livro e curtir o filme, mas tem momentos que não foi possível.

Senti que o filme demorou um pouco a “engrenarâ€. Chegou uma hora que eu realmente me perguntei “Tá, mas quando o filme começa DE VERDADE?†Mas depois de um tempinho começou a ficar interessante. Em alguns momentos me lembrou os 2 primeiros filmes, que foram os mais fiéis aos livros. Algumas cenas foram bem fiéis, eu até acertava a próxima fala dos atores. Outras cenas que não estavam no livro foram acrescentadas, e não minha opinião, se encaixaram bem e deram até uma animada no filme. Achei legal ver o Quadribol finalmente de volta, senti muita falta no anterior. Muitas cenas foram cortadas, claro, mas as que mais me decepcionaram, e que eu estava contando muito que estivessem no filme, (não vou entrar em detalhes para quem não leu/viu) é uma cena entre Harry e Gina na sala da Grifinória; e uma das cenas finais em Hogwarts.

O Rupert Grint (Rony) pra mim foi um dos melhores do filme, a maior parte das cenas que eu ri incluíram ele, ele realmente tem um dom pra comédia. E o Tom Felton (Malfoy) finalmente teve destaque, depois de ter sido quase esquecido nos dois últimos filmes, o Draco finalmente se destacou nesse e espero que também se destaque no último. Mas por outro lado, muitos atores foram quase esquecidos ou nem apareceram. Uma pena.

Eu realmente senti que o filme foi bem devagar, não teve grandes cenas como o anterior, mas foi um dos mais fiéis ao livro. Em comparação aos outros 5, pra mim é o segundo melhor. Foi melhor que o 5º, Ordem da Fênix, e infinitamente melhor que o Prisioneiro de Azkaban, que pra mim é o mais fraco de todos. Mas o meu preferido absoluto segue sendo Cálice de Fogo, imbatível. Resta agora esperar pela última parte da saga, é meu livro preferido então estou ansiosa desde já. Como será dividido em dois filmes, acredito que os cortes serão bem menores. Mas o que ficou no fim de Enigma foi a sensação de que faltou alguma coisa… e acredito que a maioria das pessoas na sala também teve essa mesma sensação; quando os créditos começaram a aparecer, ouvi muita gente ao redor se perguntar “É só isso?â€. Espero que Relíquias da Morte acabe com essa sensação. Nota 8,5 pra Enigma do Príncipe. Dá uma espiada.




Aqui priorizamos o que é bom!
June 26, 2009 às 23:23
por: Fator46 | arquivado em: cinema, resenhas

O longa é Jean Charles, dirigido por Henrique Goldman, e tem Selton Mello no papel principal.

O filme narra a história de Jean Charles de Menezes, o mineiro morto com sete tiros na cabeça pela polícia britânica em 2005, na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres.

Pouco se sabe sobre o Jean Charles, afinal, o rapaz só ficou conhecido graças a tragédia. E é esse lado que o filme retrata, o lado desconhecido. Mas o que notei, foi uma tentativa de “mitificação” do cara. Sabe aquilo que os livros de história fizeram com o bom e velho Tiradentes?? O “nosso” Cristo? Então, mais ou menos isso.

As cenas são apelativas demais! O rapaz era o bom, fodão, que passou a perna no chefe, mas ajudava todo mundo! ¬¬’ Sem contar nos momentos finais, quando uma músiquinha tirada do “Clássicos dos infernos” começa a tocar sem parar!!

E nem venham me dizer que “o filme é bom porque retrata em partes a realidade dos imigrantes em Londres…”. É por isso que ele é bom?? Sinceramente? Prefiro assistir um filme por causa da sua qualidade cinematográfica e/ou literária.

O cinema brasileiro tem sido uma vergonha [pra não dizer merda] hoje. Só tem realismos que se mistura com o políticamente correto, e agora, sexualidade, cor de pele [...] não tem conteúdo! Produzem medíocridades, fazem badalações na mídia, “compram” o público e acham que isso é fazer cinema??? Colocam um ator global, vários tiros, palavrões, e acham que está ótimo??
Quando queremos fazer música, qual o primeiro passo?? Ouvir música! Querendo escrever poemas?? Ler livros!!
Se quer fazer cinema, vai ao cinema, veja filmes que já foram feitos e aprenda o que é cinema! Nesses casos, o conhecimento técnico não é suficiente.

É uma pena, por que o cinema brasileiro podia ser muito melhor se não fosse tamanha apelação.

E isso é só uma questão de opinião…




Anjos & Demônios
June 18, 2009 às 0:48
por: Fator46 | arquivado em: cinema, livros, resenhas

Filme adaptado de livro é sempre um assunto complicado. Ainda mais quando o livro foi (ou está sendo) um sucesso, e as expectativas quanto à versão para o cinema são grandes. Foi assim com O Senhor dos Anéis, é a cada Harry Potter lançado, com a saga Crepúsculo e com os livros de Dan Brown. Aliás, esse é o assunto do post de hoje.

Depois de um mês, eu finalmente tomei coragem e fui conferir Anjos e Demônios. Esse foi o último livro do Dan que eu li, terminei há menos de 1 mês, então a história ainda estava bem “fresca†na cabeça. Resumindo bastante a história, Robert Langdon e a cientista Vittoria Vetra se envolvem com a sociedade secreta Illuminati, que roubou uma substância muito perigosa, a antimatéria, e planeja explodir o Vaticano justamente quando um novo papa está sendo escolhido. A expectativa era se esse seria melhor que O Código Da Vinci, que na minha opinião, o filme ficou bom, mas a adaptação deixou um pouco a desejar. Vou analisar primeiro a adaptação então.

Anjos já começa totalmente diferente do livro, e se você não leu, não vai entender direito o que está acontecendo. Aliás, a partir dos créditos iniciais, tudo é muito diferente do livro. Eu não posso entrar em detalhes porque muita gente ainda não viu e/ou leu, então não vou estragar. Mas me decepcionei com várias coisas, trechos totalmente diferentes do livro, que muitas vezes faziam pouco sentido, acontecimentos alterados e personagens que simplesmente não apareceram no filme. Talvez a maior decepção tenha sido com a revelação do culpado que meio que perdeu o sentido no filme. Faltaram muitas explicações. Mas por outro lado, houve várias coisas novas no filme que não estavam no livro, e eu até curti bastante.

Mas pra curtir o filme, tem que esquecer que ele é uma adaptação, esquecer que há um livro mil vezes melhor por trás de tudo e curtir o filme em si, como se fosse qualquer outro, é isso que eu tento fazer com adaptações, depois de ter passado muito nervoso já. O filme é ótimo, as locações, as cenas, as seqüências da caça aos cardeais e à antimatéria são muito bem feitas, a cena da primeira aparição pública do novo papa me arrepiou. Tom Hanks me convenceu de novo como Robert Langdon, assim como no Código, e Ewan Mcgregor está ótimo (e lindo, diga-se de passagem) como o Camerlengo. É um filme que eu com certeza quero ver de novo e talvez comprarei o dvd quando estiver em promoção. Dou nota 7,5 pelos deslizes da adaptação. Nesse aspecto o Código Da Vinci levou a melhor, tem nota 8 pra mim. 1 X 0 pro Código, mas essa já é outra história. Dá só uma espiada em Anjos então: