Algumas semanas atrás, falamos sobre a diferença entre ser gorda e ser gostosa aqui no blog. Sobre como algumas mulheres com curvas são confundidas com gordas, e como gordas ganham apelido de fruta e são chamadas de gostosas por aí.
Jennifer Love Hewitt, que, aliás, já foi chamada de pêra pelo ex-namorado Jamie Kennedy (e ele deve ter apanhado por isso), é uma defensora ávida das mulheres curvilíneas. Em uma de suas entrevistas chegou até mesmo a sugerir que as mulheres nunca mais usassem uma balança.
O fato é que Jennifer não é uma mulher gorda, embora a mídia constantemente a chame assim. Ela tem curvas. E quando ganha um pouco mais de peso fica com o que chamamos de culotes. Toda mulher sabe que culote é gordura que se acumula nos quadris, coxas e cintura (tudo culpa da genética). Daí você fica com os bracinhos finos, a cara fina, e aquele bundão. Uma pêra, já diria Jamie Kennedy.
Por que eu estou falando da Jennifer Love Hewitt? Hoje à noite, na tevê gringa, estréia seu mais novo filme, The Client List. O filme é sobre uma dona de casa que salva a família de uma crise financeira virando, secretamente, uma prostituta. Ta, mas também não é pelo filme que eu resolvi escrever esse post.
Hewitt fez uma série de entrevistas para revistas e sites para promover o filme, e a cada uma delas a atriz entrava no assunto se-ame-do-jeito-que-é-poder-feminino-ftw. Olha, eu acho super válido alguém que tenta aconselhar essa meninada a pensar além das aparências. Esse mundo de peito falso, nariz falso, e botox aos 18 anos não me atrai nem um pouco. Fazer dietas radicais e virar uma vara de pescar só porque são as varas de pescar que aparecem nas capas de revistas, minha amiga, vá ler um livro.
Mas o problema que eu encontrei nessas entrevistas da Jennifer é que ela mistura os assuntos, e força um pouco a barra. Falar que você não tem que dar tanta importância assim em ser magra? Ok. Só me irrita essa baboseira de poder feminino, e que se prostituir pra ganhar o pão é ser “poderosa”. Desde quando?
Eu amei que (a história do filme) era mais sobre poder feminino. Era sobre ela cuidar de sua família e eu amei sua luta por isso”. (via Fox News)
Desde quando se prostituir virou algo poderoso? É no mínimo degradante, já que você se submete a outros por dinheiro. Bem que as mulheres de hoje poderiam parar de confundir poder feminino com se vender, ou se expor demais. Ficar expondo seu corpo não é ser poderosa, nem nunca foi. Se você se gosta e se conhece o bastante pra ser segura de si, sem fazer muitos alardes, sem se expor ou usar seu corpo pra obter alguma vantagem, isso sim é ser poderosa. O resto é putice.
Trailer de The Client List pra quem ficou curioso:
1 comentário para “O limite entre o bom conselho e a baboseira”





21/07/2010 às 23:27
Se você se gosta e se conhece o bastante pra ser segura de si, sem fazer muitos alardes, sem se expor ou usar seu corpo pra obter alguma vantagem, isso sim é ser poderosa.
Falou tudo!