Festival Mundo 2009 – Segundo Dia
October 7, 2009 às 10:16
por: Andrezza | arquivado em: eventos, música, resenhas

No último dia 04 houve a segunda noite do Festival Mundo, que se encontra em seu quinto ano de execução em João Pessoa. Com organização do Coletivo Mundo, a programação contava com mostras de filmes de terror, palestras e oficinas gratuitas, além de shows na parte da noite, com nomes como Mundo Livre S/A e Black Drawing Chalks. Foi tudo praticamente impecável. Os shows não começaram com muito atraso, o que fez o evento acabar em hora adequada (na edição de 2007 os shows acabaram já de manhã), o intervalo entre as bandas foi bem marcado, os stands acertaram em cheio o público do festival, com presença da Salve Simpatia e da Música Urbana, uma das únicas lojas de disco decentes da cidade. O público pessoense e dos arredores compareceu em peso, deixando a Usina Cultural Energisa lotada. Aliás, ótimo local escolhido para receber o festival, a cidade precisava de um lugar com estrutura decente e palco grande já há tempos.

Mas vamos aos shows. O festival começou no final da tarde com a banda local só de meninas Blue Sheep, um trio de adolescentes que toca hard blues e que tem tudo pra crescer, tocam bem e têm presença de palco. Saca só um trecho do show delas:

Depois veio outra banda local: Malaquias em Perigo. Devo confessar que não pude assistir ao show da banda de stoner rock, que já tem seu nome firmado em João Pessoa, e peço desculpas. Mas logo após o show deles veio o Nublado, outra promissora banda da cidade, que toca indie rock, lembra um pouco a Volver, e animou a galera. A pouca presença de palco do vocalista meio que põe a banda pra trás, mas o guitarrista e, em especial, o baterista Rayan Lins compensam. Minhas atenções durante o show ficavam quase sempre voltadas para ele, que não tinha pena do instrumento e arrasava nos backing vocals. À parte do fato de o Blue Sheep infelizmente ainda não possuir músicas na internet, Nublado foi a única banda que me fez ir atrás de conhecer mais sobre ela quando cheguei em casa.

Foi então que a notícia de que a van que trazia AMP e Black Drawing Chalks havia quebrado no caminho fez com que o show de Chico Correa & Eletronic Band fosse adiantado. É que havia hospitais nas redondezas do festival, limitando sua programação até antes de uma da manhã, e a produção teve que se virar. A banda é uma das mais populares de João Pessoa, e fez um ótimo show com seu som regional e seu ótimo guitarrista. Dancinhas eram ensaiadas pelo público à frente do palco, e muita gente sabia as letras de cor. Depois finalmente veio o AMP, ótima banda de hard rock de Pernambuco, e… o problema do festival. É que a banda entrou e tocou quatro músicas, uma espécie de passagem de som, e chamou os caras do Black Drawing Chalks pra cantarem a última música com eles. As bandas animadas no palco, público pirando, moshs o tempo todo. O problema é que durante a música em questão, rolou chuva de cerveja entre os vocalistas das duas bandas, coisa normal num show de rock, mas pôde-se perceber a preocupação dos técnicos de som por causa da cerveja sendo derramada próxima ao microfone (que acabou por queimar). Eles alertaram os caras para que parassem, até que eventualmente a música chegou ao fim. Daí em poucos segundos os caras da AMP entregam os instrumentos que tavam usando aos da BDC e estes começam a tocar. Sem intervalo, com os mesmos instrumentos, acho que todo mundo achou meio estranho. Então o BDC tocou o hit deles, a ótima “My Favourite Wayâ€, que animou muito a galera, e teve seu som cortado pelos técnicos: o show não iria continuar. Aí já viu, né? Todo mundo com cara de “COMO ASSIM?â€, gritando pra eles voltarem, e nada, começam a desmontar o palco.

Em pouco tempo, os caras da banda já estavam misturados ao público, e quem perguntasse ouviria da boca deles (ou leria na comunidade oficial horas depois) o motivo do súbito cancelamento: devido ao atraso da viagem e à limitação de horário, AMP e BDC só tinham 20 minutos cada para tocarem. A questão é que AMP fez sua parte e, na hora do Black Drawing, só uma música pôde ser apresentada, sob o argumento de que o tal estrago aos equipamentos acarretaria no cancelamento do show. Uma boa parte do público compareceu ao festival exatamente para ver o BDC, e saiu muito chateada. O maior problema foi a falta de esclarecimento por parte da produção do festival, o show simplesmente foi cortado do nada e ficou todo mundo com cara de tacho. Faltou comunicação entre a produção e os técnicos, em busca da manutenção do show, uma vez que é o serviço pelo qual o ingresso estava sendo pago. O que a produção fez que eu achei louvável foi anunciar que haveria show da AMP e do BDC logo após o festival, no Centro Histórico. Cheguei a ir pra lá, mas houve uma demora inevitável. Daqui que as bandas chegassem, que os equipamentos fossem instalados… Um número razoável de pessoas ainda ficou pro show, do qual ouvi muito bem, mas pra quem pagou o ingresso pra ver tal banda em tal horário e em tal local isso não é o bastante, torna-se falta de respeito. Além de que o show aconteceria numa madrugada de domingo pra segunda-feira, sendo que quase todos tinham compromisso na manhã seguinte. Acho que o festival só não vai ficar com o nome sujo porque o resto saiu melhor do que o esperado, mas ninguém esquecerá dessa derrapada.

Mas enfim, antes dessa locomoção para o Centro, ainda rolou show do Guizado, banda de rock instrumental de São Paulo, que foi meio ofuscado devido ao problema com o BDC. Eu mesma estava atrás de informações a respeito do cancelamento e acabei não prestando atenção no show deles. Então veio o show mais aguardado da noite: Mundo Livre S/A. O tecladista da banda não pôde comparecer ao show, mas Fred Zeroquatro, seu cavaquinho e o resto de sua gangue entraram no palco e, como celebração aos 15 anos de lançamento do primeiro disco da banda, o “Samba Esquema Noiseâ€, emendou clássicos que animaram todo mundo.

Apesar dos pesares, o Festival Mundo conseguiu o respeito dos paraibanos. O festival não tinha muito nome na cidade, mas esse ano, com tantas bandas boas, organização, e público, com certeza se manterá no holofote cultural de João Pessoa. Parabéns, Coletivo Mundo, e que venha 2010!




Xuxa, me dá meu chip!
às 1:07
por: Andrezza | arquivado em: humor, internet, vídeo

Auto-explicativo. Ah, as mentes brilhantes pela internet:

lol




Fim do cabelo emo?
October 6, 2009 às 10:35
por: Andrezza | arquivado em: música

Todo mundo sabe o que é um cabelo emo, certo? Aquela franja pintada e lambida caindo na testa diagonalmente já virou marca registrada do estilo, mas ela parece estar com os dias contados. É que neste domingo, Pete Wentz, baixista do Fall Out Boy (uma das bandas mais adoradas do estilo), usuário da bendita franja, resolveu proclamar morte ao penteado. Durante um show de sua banda, chamou o Mark Hoppus (baixista do Blink 182) ao palco, declarou o fim da moda, e teve o cabelo raspado pelo amigo:

O resultado foi esse aqui, ó:

Será que a moda pega e os emos saem raspando a cabeça também? Thanks, Pete.




American Idiot: O Musical
às 8:46
por: Andrezza | arquivado em: música, vídeo

Em 2004, o Green Day lançou a ópera rock “American Idiot†e vendeu mais de 13 mil cópias do mesmo, voltando a aparecer em premiações e a serem lembrados pelo público. O álbum deu tão certo que logo surgiu a idéia de torná-lo um musical, o qual finalmente estreou mês passado, em Berkeley, cidade da banda.

O musical conta a história de Jimmy, Jesus of Suburbia, dentre outros personagens relatados pelo disco, além de acrescentar mais alguns. Não só músicas do American Idiot fazem parte do espetáculo, mas também outras canções da banda, como “Know Your Enemy†e “21 Gunsâ€.

Já foi liberado um trailer do musical, dá uma olhada em como ficou:

O Billie Joe, vocalista da banda, diz considerar o musical uma extensão do álbum, e afirma confiar plenamente no diretor que esteve à frente da produção, Michael Mayer. O trailer me pareceu felizinho demais em comparação ao álbum, que aborda questões sérias e tem um tom mais pesado, mas não dá pra avaliar a visão do diretor só por ele, certo? Talvez a graça seja justamente essa: ver uma mesma história sob o olhar de outra pessoa, que pode te fazer ver nuances que antes você não notava. Se o musical der certo, pode ir parar na Broadway. Bom pra banda, bom pro elenco, bom pra unir cada vez mais os tipos de arte… Esperamos que funcione.


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Live VMB 2009
October 1, 2009 às 20:09
por: Fator46 | arquivado em: awards, eventos, internet, live!, tv


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