
O longa é Jean Charles, dirigido por Henrique Goldman, e tem Selton Mello no papel principal.
O filme narra a história de Jean Charles de Menezes, o mineiro morto com sete tiros na cabeça pela polÃcia britânica em 2005, na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres.
Pouco se sabe sobre o Jean Charles, afinal, o rapaz só ficou conhecido graças a tragédia. E é esse lado que o filme retrata, o lado desconhecido. Mas o que notei, foi uma tentativa de “mitificação” do cara. Sabe aquilo que os livros de história fizeram com o bom e velho Tiradentes?? O “nosso” Cristo? Então, mais ou menos isso.
As cenas são apelativas demais! O rapaz era o bom, fodão, que passou a perna no chefe, mas ajudava todo mundo! ¬¬’ Sem contar nos momentos finais, quando uma músiquinha tirada do “Clássicos dos infernos” começa a tocar sem parar!!
E nem venham me dizer que “o filme é bom porque retrata em partes a realidade dos imigrantes em Londres…”. É por isso que ele é bom?? Sinceramente? Prefiro assistir um filme por causa da sua qualidade cinematográfica e/ou literária.
O cinema brasileiro tem sido uma vergonha [pra não dizer merda] hoje. Só tem realismos que se mistura com o polÃticamente correto, e agora, sexualidade, cor de pele [...] não tem conteúdo! Produzem medÃocridades, fazem badalações na mÃdia, “compram” o público e acham que isso é fazer cinema??? Colocam um ator global, vários tiros, palavrões, e acham que está ótimo??
Quando queremos fazer música, qual o primeiro passo?? Ouvir música! Querendo escrever poemas?? Ler livros!!
Se quer fazer cinema, vai ao cinema, veja filmes que já foram feitos e aprenda o que é cinema! Nesses casos, o conhecimento técnico não é suficiente.
É uma pena, por que o cinema brasileiro podia ser muito melhor se não fosse tamanha apelação.
E isso é só uma questão de opinião…
5 comentários para “Aqui priorizamos o que é bom!”











01/07/2009 às 0:31
Então,
acredito que o cinema brasileiro poderia ser muito bom. Temos, de certa forma, “estrutura” pra isso, porém não produzimos o suficiente. Também não há um incentivo do governo e fazer cinema é caro. Consequentemente, o que produzimos é muito ruim, de péssimo gosto e qualidade. E pro que é produzido, não há publico. A maioria dos brasileiros não curtem cinema nacional, e isso dos poucos que vão ao cinema. Claro que temos filmes muito bons, vide “abril despedaçado”, mas os mais comentados e badalados, os mais atuais, são medÃocres demais. ex.: tropa de elite – Teve badalação na mÃdia, porém é ruim, muito ruim por sinal. Isso é lamentavel e deveras..
Outro dia assisti Budapeste. Porra, o livro é um dos meus favoritos, mas a “leitura” de Walter foi restrita demais! Quem vê o filme e não leu o livro acha que é um romance porno! Ele selecionou as cenas de sexo do livro, colocou “globais” peladonas e acham que o filme tá o máximo[e a participação do Chico? prefiro nem comentar].
Sem contar que atualmente, grande parte dos criticos são racionalistas demais, só chegam a superficie da arte [isso me preocupa].Arte pra mim é sensorial, você tem que sentir emoção, tem que ler de “dentro”, ficar envolvido na leitura.. ou então, ela não serve pra nada.
O conhecimento tecnico, a “ciência” não chega na arte..
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Discordo do seu posicionamento referente a literatura brasileira. E olhe que não sou das maiores conhecedoras da nossa literatura, mas considero o nosso acervo muito rico, criativo e desenvolto. Temos bons livros que seguem rumos bem diferentes da nossa “mania de feiura”.
E Vidas Secas é de Graciliano Ramos.
P.s.: Machado era um mestre em ambigüidade literária, um pensador implacável, irônico.. um homem sem venda nos olhos!
29/06/2009 às 21:31
Muito lucida sua interpretação.
Tanto o cinema quanto a literatura brasileira têm uma “mania de feiura”. poem em evidencia somente o lado menos poético do brasil, afim de dizermos que somos feios e pobres, mas temos boas historias para contar…
Vide ‘carandiru’, ‘cidade de deus’ ‘tropa de elite’ no cinema. “Vidas secas”, a obra de Jorge Amado; a dos romancistas “cientes de seu papel na sociedade”. Boring and boring.
Falta no Brasil um senso estético-artistico. Arte nao é denuncia; a arte não deve se preocupar com a modernidade. Arte, a meu ver, é arte por si só.
Com isso me refiro a gente como Machado de Assis, criticado pelos cabeçudos justamente por não se importar com as questões do seu tempo. Preocupava-se com as questoes de todos os tempos; com o espÃrito humano. Isso é arte. Mas querem misturá-la com jornalismo “cabeça”.
Desafortunadamente…
27/06/2009 às 19:00
Já não queria ver o filme só de ver o trailer, agora então….
27/06/2009 às 18:39
Esqueci de comentar:
Pra mim, a melhor parte do filme foi quando eu e o meu namorado começamos a brigar por causa de um saquinho de pipoca!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
27/06/2009 às 0:26
(não sabia qual nome colocar haha crise de personalidade
)
Então… Quiseram fazer dele um herói? Hum. Nem queria ver o filme, piorou agora.
Selton é bom… ator. Mas está se achando muita coisa, e não é.
Concordo, se quer fazer algo, leia e se informe sobre o assunto pra não fazer berdinha.