São Paulo, 9/05/09
May 12, 2009 às 0:31

Indescritível. Essa é a palavra. Não tem mesmo como descrever a noite de sábado na Arena Anhembi. E acredito que as outras milhares de pessoas que também estavam lá, acham o mesmo. O Oasis volta a São Paulo depois de 3 anos, dessa vez para um publico maior, para apresentar a turnê do álbum Dig Out Your Soul. E eu estava lá, pra ver minha banda preferida, de novo. E vou TENTAR contar um pouco de como foi.

Cheguei no Anhembi no começo da tarde, a fila já estava considerável, fiz amizades por lá mesmo e com a maior cara de pau do mundo, furamos quase a fila toda (vale tudo pra ficar mais perto). Em pouco tempo, deu pra sentir a devoção das pessoas, tinha gente do Rio, de Minas, do Paraná, só por eles. Os portões abriram cedo, mais de 4 horas antes do show, e conseguimos ficar pertinho da grade, pena que havia uma Pista VIP na frente.

Ok, 3 horas de espera, muitos empurrões, alguns estresses e muita dor na perna depois, o Cachorro Grande sobe ao palco pra abrir o show. Confesso que só conheço as musicas mais famosas deles mesmo, e apesar da falha técnica que fez com que não ouvíssemos uma musica inteira, o show foi ótimo. E o melhor de tudo, dava pra sentir que eles estavam honrados de verdade por estarem abrindo o show do Oasis.

Mais meia hora de espera, o Oasis sobe ao palco exatamente às 10 da noite, com a pontualidade britânica que não poderia faltar. E eles já chegam com tudo, tocando o antigo hit Rock’n’Roll Star. Como sempre, o Liam faz o gesto clássico de colocar a meia-lua na boca, como se estivesse abrindo um enorme sorriso. No refrão, eu já estava cansada de tanto pular, e logo em seguida vem Lyla, Shock of Lightning, do cd novo, seguida por uma clássica, Cigarrettes & Alcohol. Nos intervalos das músicas, o publico gritava pro Liam, pro Noel, ou simplesmente, pro Oasis. Depois de Meaning of Soul, vieram 2 novas, To Be Where There’s Life e Waiting for the Rapture. Nessas 2 últimas, o publico não cantou tanto por serem músicas novas, mas em seguida veio o Masterplan do Noel, que reanimou todo mundo. E dá-lhe coro de “NOEL!†no final. Em seguida, mais clássicos, Songbird, Slide Away, e Morning Glory, que foi quando veio a cagada.

Tudo estava indo bem quando um “inteligente†resolve tacar uma tampinha de garrafa justamente no Liam, antes do começo da musica. Bad idea. Ele ficou puto, e no fim da musica o Noel disse que se continuassem, eles iria embora. E nós sabemos que eles iriam MESMO. Confusão passada, segue Ain’t Got Nothing e uma aguardada The Importance of Being Idle, que foi muito foda, todo mundo cantou com mais ovações ao Noel. Depois veio, na minha opinião, a melhor da noite do cd novo, I’m Outta Time, com o Liam, que apesar de ser mais lenta, conseguiu animar e surpreender. E aí veio a hora mais esperada para os, digamos assim, “fãs menos conhecedores das músicasâ€, Wonderwall. Todo mundo cantando, meninas subindo nos ombros dos caras, é o maior hit do Oasis, não tem jeito. E em seguida, o primeiro (e um dos melhores) hit, Supersonic, a que seria “teoricamente†a última do show, porque todos sabíamos que teria um retorno. E essa era a parte que eu estava aguardando.

O Noel volta sozinho com um violão, pra tocar Don’t Look Back in Anger. Não é por ser minha musica preferida, mas pra mim foi o ponto alto. Como não podia deixar de ser, na hora do refrão, o Noel faz um gesto pra platéia como quem dá passagem, como se dissesse “agora é com vocês.†E nós não decepcionamos. Se tinham mesmo 25 mil pessoas lá, 30 mil cantaram com as mãos pro alto. E claro que eu chorei, muito. Afinal, não é todo dia que você vê a sua banda preferida cantando a musica que você mais gosta ao vivo.

Emoção passada, vem Falling Down, e em seguida mais um clássico cantado por todos, Champagne Supernova, que o Liam dedicou a nós, que estávamos atrás. Thank You, Liam! E pra terminar brilhantemente, I am the Walrus, dos Beatles. O Liam sai do palco com um aceno rápido, e o Noel agradece ao publico com palmas. E se em 2006 eles tocaram Supersonic só no show de São Paulo porque nós pedimos, dessa vez nem adiantou pedir Live Forever, além de eles não tocarem, o Noel não perdeu tempo: “Nós escolhemos o que tocar, e vocês ouvem.†Ok, então. Mas apesar dos foras, o show foi perfeito.

E o Noel estava certo. Toda vez que eles tocam em São Paulo, chove. Eu achava impossível que acontecesse de novo, mas ela veio. E se da outra vez, a chuva veio junto com o show, dessa vez ela chegou antes, pra refrescar todo mundo, e parou quando o Oasis subiu ao palco. E no meio do show, as nuvens abriram e revelaram uma lua cheia. Mais lindo, impossível.

E o que resta, além das dores pelo corpo e a depressão no dia seguinte, é aquela sensação de “já posso morrer felizâ€. São poucas coisas que nos fazem sentir assim, e assistir a mais um show da sua banda preferida é uma delas. Eu só me recuso a dizer se esse show foi melhor que o de 2006, é como escolher um filho preferido. Resta também esperar o próximo, e quem sabe ele vem com chuva também?

Ah, não posso deixar de citar meus 3 companheiros de show, furamos e sofremos juntos, Jé, Will e Aline, Sisao pra nós!!




Cê tá ligado?
May 6, 2009 às 10:51
por: Andrezza | arquivado em: humor, vídeo

Duvido.

Faça o teste dessa propaganda e me responda, hahaha.




Permanent…
May 3, 2009 às 23:44
por: Fator46 | arquivado em: como?, fator46, histórias

Eu imagino que algumas pessoas que entram aqui no blog se perguntam qual o “ponto em comum” entre essas meninas de diferentes partes do país; há catarinense, carioca, paulista (oe!), gaúcha, baiana, paraibana e etc. Antes de falar o real propósito desse post, acho que deveríamos contar um pouquinho da nossa história.
Ano passado, na 7ª edição do American Idol (Não sabe o que é? Sabe o Ãdolos? Então, a versão original), um participante se destacou pela sua originalidade, pela sua voz, e beleza também… Seu nome? David Cook.

Durante o programa, a comunidade dele no Orkut bombava. E dias após ele ser campeão (claro!!), algumas meninas da comunidade se juntaram e criaram uma comunidade própria, pra poderem falar o que quisessem dele. Acontece que, com o passar do tempo, o assunto “David” foi ficando em segundo plano, e uma sincera amizade foi surgindo pouco a pouco. Hoje, quase 1 ano depois da criação da comunidade, catarinenses e baianas foram a São Paulo, paulistas e gaúcha foram a Santa Catarina, um blog nasceu, momentos inesquecíveis foram vividos. Às vezes eu queria que o Brasil fosse do tamanho da minha cidade, ou até menor, pra gente poder se ver sempre.

Mas enfim, eu contei isso por 2 razões.

1- Pra quem não sabe, saber. dã.

2- Porque a gente ainda ama muito o David Cook. E eu achei digno vir aqui pra dizer que às 11:52 da noite desse sábado, infelizmente, ele perdeu o seu irmão, Adam, que lutava contra um câncer no cérebro. O Adam tinha 37 anos e lutava contra a doença há aproximadamente 10 anos, e nós todas ficamos tristes. Então, mais do que justo a gente fazer uma “mini homenagenzinha”, afinal o David é a [brega]cola que colou todas essas loucas do país inteiro, e não desgruda mais![/brega]

Os créditos do banner não são nossos, okay? É de uma fã do David.